Wednesday, October 01, 2008

Rituais de Passagem

Hoje, na expectativa do horário da cabelereira, saí de casa para o trabalho e vim pensando nos pequenos rituais de passagem que criamos no decorrer da vida, normalmente, de forma inconsciente. Puxando um pouco pela memória, lembrei que foi no ano em que me casei pela primeira vez que fiz minha primeira tatuagem, uma pequena borboleta, nas costas, da altura da omoplata esquerda. E no ano em que me separei que fiz a segunda, uma tribal enorme, também nas costas, na altura dos quadris. A conclusão também é interessante: foram 12 anos entre uma e outra, e a segunda foi tão maior que só poderia mesmo refletir o que todos que passam por longos relacionamentos sabem: eles deixam muitas, muitas cicatrizes.

Também me lembrei das duas épocas específicas em que cortei radicalmente o meu cabelo depois que consegui deixá-lo crescer aos 17 anos. A primeira foi aos 27 anos, aproximadamente 2 anos depois que meu filho nasceu. A segunda foi aos 36 anos, aproximadamente 2 anos depois que me separei do primeiro marido. E olhem que interessante: aos 17 ficam longos (foi também uma mudança radical!), aos 27 são cortados, aos 36 novamente. Praticamente a cada 10 anos. Ciclos de aproximadamente 10 anos. Dessa vez é que resolvi partir o ciclo ao meio...rs

Mas isso não é uma particularidade minha. Creio que todas as pessoas passem por esses pequenos rituais. E isso não acontece por acaso, creio que seja algo mesmo implantado no inconsciente coletivo. Prova disso está nos diversos ritos de culturas das mais variadas espalhadas pelo planeta.

Dois exemplos me parecem bem marcantes: o primeiro é o da tatuagem de henna que as noivas indianas fazem nos pés e nas mãos, chamada Mehandi. A tradição manda que um dia antes do casamento a noiva se reúna com todas as mulheres da sua família e mais as amigas mais próximas e que seja feita a pintura com henna, enquanto as mulheres cantam e contam histórias engraçadas. É um ritual reservado somente às mulheres e serve para garantir prosperidade para a nova família que será constituída a partir da cerimônia de casamento no dia seguinte. A tatuagem de henna dura cerca de uma semana e enquanto ela ainda puder ser vista a recém casada está proibida de executar qualquer serviço doméstico (cá pra nós, eu acho que pediria para que fizessem em mim uma tatuagem definitiva, assim me livraria do serviço doméstico para sempre!!! rs)

O segundo exemplo é o corte de cabelo dos homens do Japão antigo, chamado chonmage. Reza a lenda que no ano de 1878 o Imperador Meiji realizou o danpatsu (corte de cabelo) para desfazer o chonmage e com ele toda uma tradição de séculos. O novo corte de cabelo que passou a ser usado não somente pelo Imperador mas, pouco a pouco, por todos os homens do Japão era um corte de influência ocidental, ou seja, curto. Este talvez seja o primeiro sinal da mudança cultural que veio a acontecer na terra do sol nascente, deixando clara a forte influência do Ocidente sobre o Oriente.
Os dois exemplos que escolhi são até bem "lights", existem rituais de passagem que, para o olhar da nossa cultura, são de uma brutalidade absurda! Mas, sem dúvida, eu prefiro os rituais que a própria pessoa resolve fazer, sem que isso seja obrigatório por questões familiares ou culturais. Então é isso... Lá vou eu com a cabeleira e a coragem para o salão... depois eu conto...

Tuesday, September 30, 2008

Lua Nova

Aproveitando a lembrança da Hazel, sobre a fase da lua para cortar o cabelo... coincidentemente, ou não?! hoje é o primeiro dia da Lua Nova, quando vemos só um fiozinho muito fino de lua no céu. Dependendo da época do ano e do local, nem vemos nada! Mas sabemos que ela está lá, escondidinha no céu.

Sou uma criatura anciã de nascença, por mais paradoxal que isso possa parecer! É que nasci numa Lua Minguante, a lua da anciã, a lua velha, período bom para se fazer rituais de banimento, ou seja, tempo bom para limparmos a casa, a gente e a nossa vida de tudo que não queremos mais: seja porque nos faz mal, seja porque não faz mais parte do que somos e queremos.

No entanto, meu temperamento sempre foi de Lua Crescente: jovial, bagunceira. Um dia percebi como sou mesmo "das metades" nunca "dos inteiros". Lua Minguante ou Crescente... As duas estações do ano que mais gosto são o Outono e a Primavera. E sim e não sempre pareceram respostas muito duras pra mim... eu, normalmente, prefiro o "depende..."

Aliás, de rompantes vive só o meu coração, porque as pernas e braços que agem, sempre preferem a ponderação, o pensar mais um pouquinho... Existe um estranho descompasso entre a forma que eu sinto - intensa, pulsante, arrebatada - e a forma que eu ajo - diplomática, pensativa, equilibrada. E as estações só se misturam quando me vejo diante de uma injustiça, seja em relação a mim mesma ou a outras pessoas. Daí a ponderação vai para as cucuias e eu fico braba, muuuuuito braba. Normalmente, depois morro de vergonha de tanta brabeza, mas na hora nem vejo nada! Pareço ser uma heroína sacando de sua espada para manter a justiça sobre a terra. Ai, deuses... Ataques de Atena. Quem me conhece entende perfeitamente porque digo que fui uma adolescente Atena e no entanto hoje em dia tenho tão poucos pontinhos pra ela.

Mas, voltando à Lua Nova, andei pesquisando para conferir se era mesmo um bom período para cortar o cabelo e descobri coisas bem interessantes no site da Márcia Mattos, inclusive a possibilidade de baixar os originais do Livro da Lua de 2008. E a melhor surpresa é que a Lua Nova se encaixa perfeitamente com o que vou fazer: tanto fortalece o cabelo quanto é proprícia para mudanças de visual. Yeaaahhhh! Tá marcado para amanhã! Meninas, rezem por mim ;-)

E para vocês pesquisarem um pouco: como aproveitar melhor cada fase da lua.

Monday, September 29, 2008

Em crise capilar

Mulher é um bicho muito esquisito mesmo, não é? Deve ser o tal cromossomo X que temos em excesso! Um só já bastaria (veja como os homens não surtam como nós), mas não... nós e nosso exagero genético! Daí basta uma incompatibilidade capilar e pronto! Crise total! Chamo de incompatibilidade capilar aquela coisa estranha que vira e mexe acontece: nosso cabelo não combina com nosso rosto, ou com nossa alma ou com nossos sonhos. Não sei quem é o responsável por essa fase na linha de montagem, mas o Procon da Criação deve acumular um número infinito de reclamações em relação à qualidade do seu serviço.

No meu caso, que tenho um cabelo tão mutante quanto meu estado de espírito, tão rebelde quanto meus princípios e que insiste em ser sempre algo totalmente diferente do que era anteriormente, as semelhanças entre eu e minha cabeleira ficam por aí. A verdade (que meus cabelos nunca conseguiram compreender) é que eu nasci para ter um cabelo levemente ondulado, mas nada armado, de cor castanho-avermelhado natural...que caísse em cascatas suaves até o meio das minhas costas. Tudo bem que o resto também precisaria de algumas reformas: a cor da pele deveria ser moreno-jambo, o nariz mais fino e arrebitado, mais 100 ml de silicone natural em cada seio (o que garantiria não somente o tamanho maiorzinho, mas seios cimentados mesmo durante a corrida ou a ginástica). Mas, nem todos os deuses da criação possuem o mesmo gosto refinado que eu, fazer o que?

Então, diante da minha incompatibilidade em relação ao meu cabelo, resolvi desistir de forçá-lo a ser algo que ele não é. Coitadinho... Acho que ele merece mais respeito, deve trabalhar mais a sua auto-estima. Então decidi cortá-lo e para descobrir qual o corte, nada melhor que procurar mulheres que tenham um tipo de cabelo parecido com o meu. Dei tanta sorte, mas tanta sorte que arrumei uma que, além de tudo, também tem o feitio de rosto, na verdade o tipo físico e facial beeeeem parecido com o meu. Lamentavelmente (pra mim) no caso dela o acabamento foi muito mais caprichado. Provavelmente, o fato de ter mãe artista deve ter facilitado algum jogo de influência lá do alto. Acontece.

Então, ainda esta semana me encaminharei para o salão de cabelereiro (eca!) e vou pedir este item do cardápio: um corte de Maria Rita, por favor! Depois eu posto o resultado aqui... ou não... (se o resultado for traumatizante, é mais provável que o blog fique parado por algumas semanas)

Sunday, September 28, 2008

Domingão


Sozinha em casa :-( Mas preciso me alimentar por causa da gripe. Mas também não pode ser nada pesado. Resolvi fazer (de novo) um ratatouille, que eu amo de paixão, e arroz integral. Então foi almoço, depois foi lanche (ratatouille com pão de milho), muito líquido, suco, iogurte, frutas. No finalzinho da tarde, fiz um coquetel para brindar um dia tão lindo depois de tanto cinza no céu que andou fazendo: um dedinho de vinho branco, menos ainda de licor de damasco e completar com guaraná. Sem exageros, bem light. E, gente, olha a vista da varanda do meu quarto! O bairro fica em um vale. Eu adoro isto aqui!

O ratatouille é fácil, fácil: picar em quadradinhos berinjela, abobrinha, pimentão vermelho, cebola. Refogar a cebola, depois o pimentão, depois uns dentes de alho. Quando tudo estiver douradinho, colocar a berinjela e a abobrinha. Bastante alecrim e um pouquinho de nada de vinho. Tampar a panela, colocar o fogo bem baixinho. Delícia!

Wednesday, September 24, 2008

Força, mulher!!!

Desde sábado estou lutando, tal qual uma brava guerreira, com uma gripe sem vergonha que quer me pegar! A dor de garganta está caprichada, o que me leva a crer que deveria estar expressando algo que não estou. Há tanto tempo que não fico doente... me pergunto agora o que está fora de lugar.

Interessante como o corpo nos envia sempre alarmes, como o robô de "Perdidos no Espaço": perigo! perigo! rs A questão é conseguirmos ouvir e comprender o que ele está dizendo.

Outro fato interessante é que conseguimos enfrentar situações aparentemente mais complicadas e de repente em situações mais simples ou quando o problema já está praticamente solucionado aí caímos... Por que será? Será cansaço de tantas batalhas? Será efeito acumulativo das preocupações? Esse detalhe eu ainda não compreendi.

Enfim, continuo eu guerreando contra o vírus da gripe. Ora ele vence, ora venço eu, mas a luta ainda não terminou... Ainda não chegamos no "game over" e enquanto isso eu continuo a lutar...

Monday, September 22, 2008

Os 10 passos para a construção da lealdade feminina

1- FEMINILIDADE: Resgatar o feminino essencial e sagrado... Encontrar a harmonia e o equilíbrio interior, reconhecendo o nosso Feminino ancestral, e eliminar a mulher inventada pelo patriarcado.

2- ADMIRAÇÃO: Admirar e elogiar as outras mulheres, valorizar a Mulher... Não somos mais rivais, somos todas IGUAIS em essência feminina... Somos a imagem no espelho, reflectida em todas as outras mulheres.

3- TOLERÂNCIA: Mesmo contraditórias, dissonantes ou discordantes, temos de relevar as nossas diferenças e nos unir... Valorizar essa essência feminina como factor de Igualdade, e nos irmanar.

4- SOLIDARIEDADE: Ser solidárias com as outras mulheres, na nossa família, na nossa comunidade, bem como com todas as mulheres do mundo, além fronteiras. Deixar de ser a base de sustentação do machismo patriarcal.

5- INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL: Caminhar e evoluir em direcção a uma maturidade emocional, superando preconceitos patriarcais e crenças absurdas que foram construídas para nos aprisionar e nos manter submissas ao sistema patriarcal.

6- INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA: Não aceitar situações degradantes e humilhantes por dependência financeira. Buscar o seu próprio sustento e tbm a realização profissional, como elemento de base para a auto-valorização e auto-estima.

7- DISCERNIMENTO: Compreender e discernir os mecanismos de manipulação dos relacionamentos. Escolher relacionamentos saudáveis e abrir mão dos recursos escusos das mulheres patriarcais, como chantagens e joguinhos de sedução. Sair dessa programação e ser inteira, yin e yang.

8- DEDICAÇÃO: Dedicar uma parte sagrada do seu tempo em seu próprio desenvolvimento pessoal. Descobrir o Dom de cada uma, e realizar a Missão, que é usar o dom para ajudar a construir um novo modelo social, e ajudar a cuidar da Deusa Gaia...9- COERÊNCIATer uma atitude coerente no dia-a-dia... Procurar uma sintonia entre o pensamento, o discurso e a acção, e caminhar nessa direcção... Buscar a harmonia, e uma consciencialização profunda... Ser a mudança que deseja no mundo...

10- NOVAS PRÁTICAS: Apenas uma relação de ideias e textos, iniciativas e modelos de participação social... Buscar com a nossa prática concretizar o desejo de um novo modelo social, conhecendo as diferentes alternativas existentes e ajudando a criar novas maneiras de ser e estar ... e cuidar de Gaia...


O texto foi encontrado no site http://saberdesi.blogspot.com/, que por sua vez buscou o texto em outro site o http://www.lealdadefeminina.blogspot.com/ ótimos os dois, diga-se de passagem.

Friday, September 19, 2008

Perséfone: 31 pontos, Ártemis: 29 pontos e Afrodite: 29 pontos



"Há três deusas na Roda das Deusas com as quais o patriarcado teve dificuldades: Afrodite, Perséfone e Ártemis. Afrodite por seu eros incontido, Perséfone por seu gênio visionário e Ártemis por sua energia indomável. As três, transformadas em bode expiatório pela fantasia paranóica masculina da bruxa, foram perseguidas na Idade Média e permanecem profundamente alienadas até hoje".

A Deusa Interior
Jennifer Barker Woolger e Roger J. Woolger

Foi um alívio ler isso... Só assim pude compreender uma série de coisas em relação a mim mesma e a minha vida! Em Deméter tenho 20 pontos, em Atena são só 14 e Hera, coitadinha da minha Hera ferida!!!, só com 8 pontinhos...rs

Lendo este maravilhoso livro, consigo perceber claramente que fui uma adolescente essencialmente Atena... Tornei-me uma mulher Ártemis... Depois dos 30 incorporei Afrodite. Hoje, sou uma interessante mistura da Sacerdotisa Perséfone, da mulher Afrodite e da eterna libertária Ártemis. Estou feliz assim, mas preciso, sem dúvida, curar minha Hera tão abandonada.

Thursday, September 18, 2008

Que legal!!!!

Recebi este prêmio da querida Hazel , que me motivou a dar uma despertada no Pitacos. Ainda vou escolher minhas premiadas, mas já queria correr e colocar aqui esta demonstração de carinho da minha nova amiga Hazel. Obrigada, queridona!

Tuesday, June 24, 2008

Hoje estou assim...

-----Quietinha, mas sentindo a energia fluir através de mim... sentindo a conexão com tudo em volta.
-----A sensação é tão nova que estou bem, apesar do céu cinzento e do frio de rachar! :-)
-----Será que ainda é o efeito do Solstício? hmmm...
-----A imagem linda foi tirada daqui

Monday, June 16, 2008

Hoje eu estou assim...

zzzzzzzzzzzzzzz... zzzzzzzzzzzzz... zzzzzzzzzzzzzzzzz...
zzzzzzzzzzzzzzzz... zzzzzzzzzzzz... zzzzzzzzzzzzzzzzz...
zzzzzzzzzzzzzz... zzzzzzzzzzzzzz... zzzzzzzzzzzzzzzzz...
-----Heim????

-----Hãn???

-----Nhammmm...

zzzzzzzzzzzz... zzzzzzzzzzzzzzz... zzzzzzzzzz...

Friday, June 13, 2008

Por via das dúvidas...


-----Pois então... Eu nem sou tão absolutamente supersticiosa. Só o suficiente... Mas numa sexta-feira 13 e depois dos últimos acontecimentos, creio que vou me trancar dentro de casa e selar todas as portas com pentagramas. Faço chá de alho para o povo. Coloco todos em meditação, cantando mantras que vibrem harmonia e paz. Vou até o jardim, colho uns trevos de quatro folhas e coloco no altar, junto com os cristais e as imagens.
-----Que me proteja Nossa Senhora das Mães Stressadas, me abençoe (hoje é seu dia) Santo Antônio e que sua tropa venha com armas invisíveis proteger minhas costas e tirar o peso dos meus ombros de Atlas. Amém, Shalom, Que assim se faça, Namastê.

Saturday, May 31, 2008

Hoje estou assim...

-----Sei que a imagem é auto-explicativa. Atlas sustentando o mundo nas costas. Mas é interessante notar que o Arcano do Dia no Via Tarot é O Mundo e se o mundo pode ser uma expressão de romper limites e ir além, em certas horas ele é, pra mim, aquilo que pesa nos meus ombros. Talvez por isso eu tenha tanta dor nas costas e no pescoço, e meus ossos estalem sempre mais do que assoalho velho. Eu acumulo trabalho, acumulo responsabilidade, acumulo preocupação. Tenho que pensar por mim e pelos outros. Fico apertada entre o trabalho e a família. Fico apertada entre o marido e o filho. Fico apertada entre meus desejos e sonhos e minha realidade. Tenho sempre a impressão de estar apertada, espremida! E olha que sou meio claustrofóbica, então imagina a minha situação...
-----Se eu sei que sou eu que permito isso? Sim, eu sei! É por isso que tenho a tal síndrome de Thelma e Louise. Quantas vezes tive vontade de largar tudo e todos, pegar um carro e sumir na estrada? Nem precisava cair no abismo! Era só continuar, continuar, continuar... e sumir! Sozinha. Livre. Solta. Sem ter que pular miudinho para não abalar o mau gênio de um, nem bater de frente com o outro, que anda inseguro por causa das notas da escola. Sem ter que aguentar os olhos atentos dos colegas de trabalho. Sem ter que aguentar as funcionárias públicas mal amadas que aguardam pela aposentadoria. Sem aguentar as cobranças da família do ex em relação ao neto. Sem aguentar as "burrocracias" do serviço público que eu preciso aturar em troca de estabilidade e segurança.
-----Acho que fico na esperança de que tudo mude com o tempo. Os geniosos se abrandem. Os irresponsáveis assumam seus deveres. As chatas encontrem o amor. A aposentadoria chegue. O dinheiro faça amizade com direito a amor incondicional. Que eu tenha tempo pra mim mesma (não para o meu trabalho, nem para a minha casa, nem para minha família...pra mim!!!) e possa me dar ao luxo de não fazer nada ou fazer tudo, ou ficar entre uma coisa e outra.
-----Enquanto isso, preciso arrumar um jeito de descansar um pouco, deixar pousado o mundo em algum lugar para depois continuar a jornada. Ou mesmo "passar a bola" (literalmente), porque não quero mais ser carregadora de mundo. Preciso cuidar de mim.

Friday, May 30, 2008

Hoje estou assim... (ai, que frio!!!)

-----Estou assim, precisando me esquentar. O frio diminuiu só um pouquinho, mas em compensação começou a chover. Há duas semanas assisto os noticiários avisando sobre o calor intenso da região sudeste e me pergunto em que região fica o Sul de Minas Gerais (qual?qual?), porque aqui anda fazendo um frio de rachar! Com exceção do período de 11 às 17 horas, quando o sol aparece e é possível andar na rua sem uma pilha de agasalhos em cima (o que é diferente de "fazer calor" e andar de vestidinho leve), o resto do tempo só sobrevivo com meias, calça comprida e pelo menos duas blusas, sendo uma de malha grossa ou lã.
-----Então, tudo que se quer numa sexta-feira fria e cinzenta é uma lareira, um bom vinho e uma boa companhia. Os dois últimos itens eu já tenho, só falta mesmo a lareira...:-) Espero que no próximo ano, nesta mesma época, o problema já tenha sido resolvido. Estarei falando da minha casa nova, digitando no lap-top, debaixo das cobertas, de frente para a lareira! Isso é uma profecia!!! Que fique bem claro...rs

Monday, May 26, 2008

Hoje eu estou assim...ou quase...rs

-----Saí de casa meio murcha... Noite mal dormida, dor de estômago e um frio do cão (sim, porque tenho certeza que o inferno, ao contrário do que dizem, é totalmente congelado, um frio de rachar!) Cheguei no trabalho e mais frio... Fui me encolhendo até quase sumir.
-----Daí, então, assim, do nada! Começou a tocar uma música no rádio (Smooth) e meu sangue começou a esquentar, o coração deu uma corridinha, posso apostar que fiquei corada! Ui!
-----Então, meu dia começou de verdade. Estou me identificando mais com o sol quente que está lá fora do que com a friagem sombria que me envolve aqui dentro. E já já vou sair para encontrá-lo... O sol e o meu sol também. Subindo ladeiras, olhando árvores floridas e crianças chegando atrasadas nas escolas.
-----Houve um tempo que não gostava da primeira vez das coisas. Hoje, com certeza, gosto sempre das segundas tentativas.

Monday, March 17, 2008

Lá fora e aqui dentro

-----Água por todos os lados. Lá fora e aqui dentro...
-----A chuva que não pára, repete, repete, repete o mesmo som.
-----Minha saudade que dispara as batidas loucas fora do tom.
-----Pequenos rios que se espalham pelo rosto, lábios e desviam pelas mãos.
-----Há água por todos os lados, meio fio, lago inteiro e no meio do coração.
-----Liqüefeita permanece, aquecida, inquieta...
-----Há água em todos os cantos e, no entanto, ainda há sede.
-----Água por todos os lados. Fora, dentro e em todo lugar.
-----Rio, córrego, chuva... calha, lágrima, saliva, mar.

Tuesday, March 11, 2008

Nosso amor é assim

-----Um só, juntinho...
-----É criança e é velho, bem antigo...
-----É concreto, é de carne e osso, e ao mesmo tempo transcendente...
-----É colorido, parece passear em diversas realidades...
-----É aqui, é agora, e sempre foi...
-----É tudo, é nada, é o que se explica e o que nem quero tentar entender...
-----Tem razão de ser e ao mesmo tempo a própria razão desconhece...
-----É assim, eu e ele, nós, um só e um monte de eus...
-----É fogo e é ar, é água e é terra...
-----É algo que eu sempre desejei, sem nem ao menos saber que existia...

Desapego

-----Dezesseis dias.
-----Dezesseis dias de lutas. Correria. Mudanças. Argumentações. Negociações. E a distância dolorosa do meu amor.
-----Foram várias fases: o distanciamento por ter tantas coisas novas para lidar; o prazer da solidão que há muito não vivenciava; o silêncio físico e interior; a reflexão sobre mim mesma; a reflexão sobre a relação; a angústia da distância; a alegria serena que ouvir sua voz no telefone...
-----Eu, de fato, acredito que nada nesta vida é aleatório e que existe uma razão especial para as coisas acontecerem da forma como acontecem. Portanto, seria incoerente eu afirmar que é injusta esta distância, que as coisas deveriam ter se resolvido mais rapidamente para trazê-lo de volta logo.
-----Paciência nunca foi um dom ou qualidade que se destacasse em minha personalidade. E sinto mesmo que neste momento estou como em outras vezes, sentido que o elástico chegou ao ponto de arrebentar. E, talvez, apenas talvez, seja justamente por isso que não posso deixá-lo arrebentar. Preciso superar a angústia e a ansiedade de ver logo tudo resolvido, pois então estarei realmente preparada para os bons resultados que virão. A conquista será plena: exterior e interior.
-----Dezesseis dias sem vê-lo, tocá-lo, beijá-lo. Dezesseis dias que exatamente hoje se desmoronam como o Arcano XVI. Sinto sua falta, mas sinto ainda mais o fato de não poder apalpar o dia do retorno. O vazio que há quando olho em frente é a verdadeira razão da angústia: retorno sem dia marcado, resolução de questões sem horário, encaminhamento fora do meu controle.
-----Respiro. Levanto, me movimento pela casa. Já fiz de tudo, de faxina à artesanato, de leitura à caminhadas intermináveis pelas ruas verdes do bairro. Nada supre a saudade que sinto dele, e ao mesmo tempo a sensação de plenitude em mim mesma se faz clara. Não é a falta de alguém, não é a falta de companhia, é a falta dele, que é meu par. Quando saio de dentro de mim mesma, olho em volta e percebo que poderia, posso, poderei sempre viver como ser autônomo e independente, mas que viver com ele é a parte mais verdadeira da minha existência. Não é que eu precise dele... É que sou com ele...

Saturday, March 08, 2008

Auto-retrato...rs

-----Ou quase...hehehe
-----Esse negócio de fazer bonequinhas vicia, viu? Tem que tomar cuidado...Tantas opções de roupas, sapatos, acessórios...

Sunday, March 02, 2008

Muito chic!

-----Ecologicamente corretas, as francesas andam de bicicleta de salto alto e muito estilo.
-----As pernocas ficam bonitas, o pulmão agradece...
-----Tudo, realmente é questão de hábito. No Brasil, o chic ainda é gastar combustível... Mas um dia a gente chega lá!

De volta ao Labirinto, mas num dia de sol :-)

-----Meditativa, porém feliz...
-----Parece que a casa trocou de energia, pois JP ao acordar, do alto da sua rabugice adolescente, afirmou: "nossa, tô feliz hoje". Eu também... Estamos felizes nesta casa, sabe-se lá porque!
-----É fato que estou com minha percepção alterada há uma semana. Tempo demais para ficar "em trânsito", mas hoje aconteceu algo diferente e o distanciamento melancólico, que andava sendo alternado com agitação robótica, foi substituído pela profunda sensação de completude, apesar de ainda estar flutuando entremundos.
-----Cheguei naquele ponto silencioso interior, tão difícil de ser alcançado normalmente. E ainda assim com uma certa leveza, uma graça de fada, como uma brisa morna num dia de sol.

Saturday, March 01, 2008

De volta pra escola...

-----Primeira semana de trabalho na escola, agora como concursada, empossada e muito chic. :-)))
-----Ao chegar lá, tive a impressão de que realmente sou uma criatura abençoada: escola novinha, pequena, poucos alunos, alunos fofos e pequenos, funcionários e professoras simpáticos e diretora que (além de ser minha cliente de tarot) é um ANJO!!!! Pessoa competente, com visão e sensibilidade, dá gosto trabalhar com profissionais assim.
-----Pra não dizer que só vou elogiar, tá bom! Achei um defeito! A secretaria não tem janela, então, realmente fica um ambiente meio escuro e sem ventilação, a porta precisa ficar aberta o tempo todo, o que tb não é legal porque permite entra e sai de gente em um local onde estão todos os documentos da escola, além de deixar o secretário meio exposto. Pronto! Achei um defeito! rs Pelo que me falaram, o problema é que o prédio é alugado e o dono é um chato de galocha, que não deixa fazer reformas.
-----Está sendo muito interessante "pensar a escola" e não somente trabalhar nela. Eu, como jornalista, sempre achei muito limitado trabalhar em secretaria de escola. Da outra vez em que trabalhei foi mesmo por necessidade e não por gosto, até que percebi que tenho uma tremenda facilidade para serviço burocrático e que o ambiente escolar me agrada muito. Meus três planetinhas em virgem servem para alguma coisa! Que bom! :-)
-----Agora, estão surgindo outras oportunidades para serem pensadas. A primeira delas é o curso de pós-graduação em gestão escolar, que a prefeitura vai oferecer para professores e pessoal administrativo que forem efetivos e tiverem curso superior: me encaixo nessa! Fazendo essa pós, estarei habilitada a concorrer a eleição de diretora ou vice das escolas do município.
-----Também fiquei sabendo de uma pós em Libras que está disponível numa faculdade aqui da cidade e me encantou muito, mas muito mesmo esta idéia. Desde criança que sonho aprender a linguagem dos sinais e é muito estranho para uma pessoa como eu - profissional de comunicação e que fala pra caramba - imaginar a vida de uma criatura que não fala...rs O interessante é que com a política de inclusão, os profssionais pós graduados em Libras ganham um espaço bom nas escolas. No caso da cidade onde moro a coisa pode ir mais além... Como é um pólo turístico e com hotéis que recebem também convenções, encontros e seminários empresariais, um intérprete em Libras pode ser um prestador de serviço necessário.
-----E lá estou eu seguindo um rumo totalmente novo, diferente! O jornalismo dá tchauzinho de longe, apesar de a comunicação ser algo impregnado em minha alma!!!! rs
-----Vamos ver onde vou parar dessa vez... de preferência não vou parar!:-)))

Tuesday, February 26, 2008

Só para ter certeza...

-----O homem das mil faces na minha versão preferida: sabor Chocolate!
-----Só para refrescar a memória...
-----Agora sim... Pés no chão e cabeça erguida! Posso não ser deste mundo, mas estou nele.
-----Bem concreta ;-)

Tentando me auto-resgatar do Labirinto...rs

-----Só mesmo usando a terapia do Don Juan, com doses maciças de música caliente e Johnny Depp. Coisa boa pra trazer a gente pro concreto! rsrsrs
-----Uma palhinha.

No labirinto...sem o fauno...

-----Hoje, tive meus 15 minutos de Labirinto do Fauno. Este talvez tenha sido o filme com o qual mais me identifiquei nos últimos tempos.
-----E hoje aconteceu de novo... A mesma sensação que tive quando vi o filme pela primeira vez. Uma saudade de algo que nunca vivi, uma sensação de inadequação... Fui tomada por um sentimento inexplicável, nem mau nem bom, que me fez andar pelas ruas tranqüilas, com lágrimas escorrendo por trás dos óculos escuros.
-----Desde as minhas lembranças mais antigas que tenho a sensação de que um dia vou voltar pra casa... para o meu mundo... para ficar junto daqueles que são como eu... Isso aos 5 anos é bonitinho... aos 15 é rebelde... aos 40 é ridículo...rs
-----Sei lá...

Eu quero! :-)


Se você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser...
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer...
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque...
E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você...
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
Os seus braços o meu ninho no silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois.

(Minha Namorada - Vinicius de Moraes / Carlos Lyra)


Monday, January 07, 2008

Beija-flor que trouxe o meu amor...

-----...trará ele de volta! :-)

-----Porque saudade é um trem que vai e vem, silenciosamente.
-----E amor é como estar bem, a gente repara mais quando não está.
-----Mesmo eu, que canso de dizer
-----Te amo, te amo e mais
-----Percebo o quanto é esse mais
-----Quando estou sem você


-----Foto tirada da varanda do nosso quarto.

Wednesday, January 02, 2008

Todas Elas juntas Num Só Ser (Lenine)



Não canto mais Babete nem Domingas
Nem Xica nem Tereza, de Ben jor;

Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;
Nem Ana nem Luiza, do maior;

Já não homenageio Januária,

Joana, Ana, Bárbara, de Chico;

Nem Yoko, a nipônica de Lennon;
Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;

Nem a tigreza nem a vera gata
Nem a branquinha, de Caetano;
Nem mesmoa linda flor de Luiz Gonzaga,
Rosinha, do sertão pernambucano;
Nem Risoflora, a flor de Chico Science,
Nenhuma continua nos meus planos.
Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;

Nem Anna Júlia do Los Hermanos.

Só você,
Hoje eu canto só você;
Só você,
Que eu quero porque quero, por querer.

Não canto de Melô pérola negra;
De Brown e Hebert, uma brasileira;
De Ari, nem a baiana nem Maria,
Nem a Iaiá também, nem minha faceira;
De Dorival, nem Dora nem Marina
Nem a morena de Itapoã;
Divina garota de Ipanema,
Nem Iracema, de Adoniran.

De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;

De Michael Jackson, nem a Billie Jean;

De Jimi Hendrix, nem a doce Angel;
Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;

Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,

Das doze deusas de Edu e Chico;
Até das trinta Leilas de Donato,
E de Layla, de Clapton, eu abdico.

Só você,
Canto e toco só você;
Só você,
Que nem você ninguém mais pode haver.

Nem a namoradinha de um amigo
E nem a amada amante de Roberto;
E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul;
Nem Isabel - Bebel - de João Gilberto;

E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg;
Nem, de Totó, na malafemmená;
Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho;
Nem a mulata mulatinha de Lalá;

E nem a carioca de Vinícius
E nem a tropicana de Alceu
E nem a escurinha de Geraldo
E nem a pastorinha de Noel
E nem a namorada de Carlinhos
E nem a superstar do Tremendão
E nem a malaguenha de Lecuona
E nem a popozuda do Tigrão

Só você,
Hoje elejo e elogio só você,
Só você,
Que nem você não há nem quem nem quê.

De Haroldo Lobo com Wilson Batista,
De Mário Lago e Ataulfo Alves,
Não canto nem Emília nem Amélia,
Nenhuma tem meus vivas! E meus salves!
E nem Angie, do stone Mick Jagger;
E nem Roxanne, de Sting, do Police;
E nem a mina do mamona Dinho
E nem as mina – pá! - do mano Xiz!

Loira de Hervê e loira do É O Tchan,
Lôra de Gabriel, o Pensador;
Laura de Mercer, Laura de Braguinha,
Laura de Daniel, o trovador;
Ana do Rei e Ana de Djavan,

Ana do outro rei, o do baião

Nenhuma delas hoje cantarei:
Só outra reina no meu coração.

Só você,
Rainha aqui é só você,
Só você,
A musa dentre as musas de A a Z.

Se um dia me surgisse uma moça
Dessas que com seus dotes e seus dons,
Inspira parte dos compositores
Na arte das palavras e dos sons,
Tal como Madallene, de Jacques Brel,
Ou como Madalena, de Martinho;
Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry,
E a manequim do tímido Paulinho;

Ou como, de Caymmi, a moça prosa
E a musa inspiradora Doralice;
Se me surgisse uma moça dessas.
Confesso que eu talvez não resistisse;
Mas, veja bem, meu bem, minha querida;
Isso seria só por uma vez,
Uma vez só em toda a minha vida!
Ou talvez duas... mas não mais que três...

Só você...
Mais que tudo é só você;
Só você...
As coisas mais queridas você é:

Você pra mim é o sol da minha noite;
É como a rosa, luz de Pixinguinha;
É como a estrela pura aparecida,
A estrela a refulgir, do Poetinha;
Você, ó flor, é como a nuvem calma
No céu da alma de Luiz Vieira;
Você é como a luz do sol da vida
De Steve Wonder, ó minha parceira.

Você é pra mim e o meu amor,
Crescendo como mato em campos vastos,
Mais que a gatinha para Erasmo Carlos;
Mais que a cigana pra Ronaldo bastos;
Mais que a divina dama pra Cartola;
Que a domna pra Ventadorn, Bernart;
Que a honey baby pra Waly Salomão
E a funny valentine pra Lorenz Hart.

Só você,
Mais que tudo e todas, é só você;
Só você,
Que é todas elas juntas num só ser.

Thursday, November 15, 2007

Da janela lateral do quarto de dormir

---Será que esta beleza toda sempre esteve aí e eu estou mais contemplativa? O período longe de um trabalho formal (o tal do emprego) está me fazendo tão bem! E não dá nem para dizer que estou sem fazer nada, porque as atividades não faltam! Cursos e consultas de tarot, o círculo feminino, o artesanato, o jardim e as ervas mágicas, o curso de roteirização e os novos contatos que surgiram a partir dele (e todas as possibilidades de projetos a serem desenvolvidos)... Enfim, tantas emoções...rs
---É muito bom poder acordar, a cada dia, com expectativas novas, com tempo para ser administrado de acordo com as minhas prioridades e não com as ordens do patrão. É prazeroso aproveitar o final de tarde para fotografar todos os céus e todas as nuvens disponíveis, nos mais variados tons. É reconfortante poder ficar do lado de dentro de casa, o lado quentinho, olhando a chuva bater na vidraça com a violência típica das tempestades de verão (que neste ano resolveram chegar na primavera). Não tem preço a possibilidade de ficar tão próxima da família, podendo conversar, brincar, cuidar das pessoas que amo. É divertido fazer comidinhas gostosas e ficar esperando o momento da primeira garfada, a hora em que o Fê faz aquela cara de "pára o mundo agora, só pra eu sentir este sabor!" É gostoso preparar um jantar surpresa para que o filhote pergunte: "o que está acontecendo? Pra que isto tudo?", apontando a mesa arrumada e as velas acesas.
---Procuro aproveitar cada um desses momentos, sem a ansiedade do apego, sem aquela angústia de contar dias, semanas, meses, sabendo que daqui a pouco serei chamada e terei que fazer parte, novamente, da massa que segue, como robôs, a caminho do trabalho todo dia de manhã (e ainda agradece a Deus por ter um emprego, afinal, quanta gente por aí desempregada). Eu não faço parte deste mundo, não faço parte da mediocridade, não faço parte da cultura robótica. Não sou cega. Não morri. E fico mesmo assustada ao observar a forma com que as pessoas vivem e acreditam, de verdade, que não há outro jeito.
---Estamos aprisionados, escravizados, condicionados. Realmente acreditamos que para viver é preciso entregar a alma junto com a carteira de trabalho e nem ao menos percebemos que, ainda assim, mesmo abrindo mão do tempo para ficar com quem amamos, tempo para aprender mais, tempo para cuidar da saúde e do bem-estar, o máximo que conseguimos é sobreviver, não viver.
---E, sinceramente, não sei o que é pior: viver assim e achar normal ou despertar.
---Quero ser livre. Ninguém perguntou como eu queria viver. Ninguém quis saber quem eu sou, o que quero da vida ou quais são meus sonhos. Como dizia Don Juan: não honro acordos dos quais não participei.

Tuesday, October 30, 2007

Atendendo ao pedido da Debby!

A quinta frase, da 161ª página de "O Presente da Águia":

"Elas não se pareciam"

E fico curiosa imaginando quem não parecia com quem (???), já que não cheguei nesta parte do livro ainda...rs

Sunday, October 21, 2007

Quantas máscaras teremos que usar para chegar onde tudo começou?

---Quantas camadas devem existir entre a coisa mais parecida com nossa essência e o que mostramos por aí? Sempre que remexo o baú das lembranças, sempre que me disponho a olhar de frente para minha forma de sentir e pensar, fico perplexa!Existem máscaras e máscaras e máscaras sem fim...
---O processo de desarmamento interno é duro, doloroso. O processo de se entregar ao outro, sem medo, sem "plano B" então... nem se fala! Um longo aprendizado!
---Depois da experiência de ontem, do sonhar da madrugada e da leitura de hoje concluo o óbvio: a mudança está sempre em nós. Não há como mudar o outro diretamente. Não temos o direito e nem o poder de mexer no outro, em suas crenças, sentimentos e decisões. Mas podemos olhar para dentro, modificar nossos próprios padrões de comportamento e pensamento. Podemos focar naquilo que queremos para a nossa vida. É verdade, não é lenda: o mundo muda se você muda.
---Acredito mais nisso a cada dia! Não como uma forma de crença aleatória... Acredito porque tenho testado e colhido os resultados. O mundo é misterioso... E ficamos insistindo em receber respostas racionais e lógicas em relação aos processos que nos cercam. Acontece que ainda não conseguimos explicar as nossas próprias ações e emoções, como poderemos explicar algo que sai do nosso corpo-limite?
---O ser humano repete sem parar os caminhos já conhecidos-percorridos. Sua dependência de coisas conhecidas é tão doentia que ele prefere repetir o que traz dor (ao menos é uma dor conhecida) do que arriscar no novo, que pode trazer alegria e contentamento. Que segurança é esta que buscamos?
---Não queremos ser manipulados, mas queremos determinar exatamente de que forma as coisas acontecerão. Não queremos que nos dêem ordens, mas queremos ordenar exatamente o grau de importância de sentimentos, conceitos e outras coisas abstratas para que eles recebam maior ou menor atenção em nossa vida corrida.
---Ao invés de ficar brigando com tudo e todos, prefiro ser a Senhora do meu próprio Reino Interior. Neste lugar eu poderei retirar todas as máscaras, as camadas de mágoas e ressentimentos, as frustrações que tiram o brilho dos olhos, as decepções que nos afastam do amor, a dor que leva à letargia... Então, magicamente, a transformação virá. E haverá um tempo em que não mais saberei onde termina meu Reino e onde começa o mundo (chamado) real. E ao invés disso ter o nome de loucura, insanidade... isto será lucidez... sábia lucidez...

---(Obrigada, Lilia, que tem me mostrado as placas indicativas no caminho da lucidez)

Saturday, October 06, 2007

Vincent (Don Mclean)

"Estrelada, noite estrelada

Pinte sua paleta azul e cinza

Olhe ao redor em um dia de verão

Com olhos que conhecem a escuridão em minha alma

Sombras nas colinas

Rabisque árvores e narcisos

Pegue a brisa e o frio do inverno

Em cores das plantações de algodão cobertas pela neve

Agora eu entendo

O que você tentou me dizer

E o quanto você sofreu pela sua lucidez

E como você tentou libertá-los

Eles não ouviriam

Não sabiam como

Talvez agora ouçam

Estrelada, noite estrelada

Flores flamejantes que resplandecem

Nuvens rodopiando em um nevoeiro violeta

Refletem nos olhos azuis porcelana de Vincent

Cores mudam de tonalidade

Campos matinais de grãos ambarinos

Rostos marcados pelo tempo alinhados em dor

São suavizados pelas mãos amorosas do artista

Agora eu entendo

O que você tentou me dizer

E o quanto você sofreu pela sua lucidez

E como você tentou libertá-los

Eles não ouviriam

Não sabiam como

Talvez agora ouçam

Pois eles não conseguiam te amar

Mas mesmo assim seu amor era verdadeiro

E quando não havia mais esperança naquele estrelada, noite estrelada

Você tirou sua vida como normalmente fazem os amantes

Mas eu poderia ter-lhe dito, Vincent

Esse mundo não foi feito para alguém tão bonito como você

Estrelada, noite estrelada

Retratos pendurados em salas vazias

Desmoldurados em paredes anônimas

Com olhos que observam o mundo e não conseguem esquecer

Como aqueles estranhos que você conheceu

Homens esfarrapados, em roupas esfarrapadas

O espinho prateado da rosa ensangüentada

Estende-se esmagado e quebrado na neve virgem

Agora acho que entendo

O que você tentou me dizer

E o quanto você sofreu pela sua lucidez

E como você tentou libertá-los

Eles não ouviriam

Ainda não ouvem

Talvez nunca ouvirão"


Monday, October 01, 2007

A Língua do P

---Não existe destino e nem fatalidade, afirmam alguns... No entanto, percebo que certos questionamentos e certas situações parecem dar voltinhas durante algum tempo, para depois retornarem ao centro da nossa testa, também chamado de ajna ou o chakra da visão, ou seja, retornam ao mesmo lugar de onde - parece - nunca saíram, o nosso foco, a nossa atenção.
---Tenho uma boa coleção de assuntos/questionamentos assim, tipo bumerangue, que atiro para longe, mas ele insiste em retornar. Um deles diz respeito ao que eu chamo de “vocabulário de gueto” também conhecido como linguagem cifrada para enganar trouxa ou ainda método de aquisição de poder através da criação de dialetos.
---Desde que entrei neste estranho mundo dos concursos públicos, encontrei pilhas de critérios de seleção para questionar e mais outras coisinhas meigas que classifiquei de “a forma mais eficaz de eliminar pessoas que poderiam ser ótimos funcionários”. Até aí, tudo bem... A idéia não é conseguir excelentes funcionários públicos (vide a maior parte dos serviços públicos à disposição dos cidadãos), a idéia é se livrar do maior número de “chatos que insistem em achar que podem passar” o mais rápido possível! E tenho perfeita consciência de que só consegui passar no concurso da Prefeitura sem nem ter estudado muito, porque a relação candidato/vaga estava de 54 pra 1, ou seja, havia poucos chatos que insistem em achar que podem passar a serem eliminados.
---Mas, acompanhando o Fernando na prática desse estranho esporte chamado estudar para concurso, fui obrigada a dar de cara – de novo!!! – com aquele velho conhecido, o vocabulário de gueto. A razão é fácil de compreender: adentramos o Judiciário!(pelo menos estamos tentando) E aí, mesmo que você não esteja pleiteando um cargo específico para advogados, é preciso estudar as Leis (e que saudade dos 10 Mandamentos!)
---Sério... Sem piadinhas... Deus que é Deus, que não precisou fazer concurso para assumir o cargo, é bem claro nas suas Leis. Em primeiro lugar, são só 10, (oni) ciente que Ele é de que o ser humano tem memória curta. Ou seja, 10 é um número redondinho! Não dá muito trabalho para decorar e, portanto, não será necessário depois jogar na cara que mesmo aquele que não tem ciência da existência da lei está sujeito as suas penalidades. Em segundo lugar: essas 10 Leis são aplicáveis em todo o território global, não possuem exceções, emendas, incisos... e o principal: são extremamente democráticas, todo ser humano está sujeito a elas e não adianta alegar laço de parentesco com algum figurão, porque afinal somos todos filhos do Chefe Supremo.
---Mas o ser humano, que se acha maior e melhor que o próprio Deus, bem chegadinho a um exagero, resolve não somente fazer uma tonelada e meia de leis. Não... Isso não seria suficiente! Ele quer que ninguém entenda nada mesmo, pra ele poder chegar depois e punir... ou ganhar alguma coisa em troca para não punir. Então ele inventa o direitês, da mesma forma que inventou o economês e o mediquês.
---Tudo bem que existem outras línguas deste tipo, outros vocabulários de gueto, mas esses três, convenhamos, são os que mais se destacam! Merecem mesmo uma medalha de honra ao mérito (de enrolar os outros). Coincidência ou não, tanto os advogados quanto os médicos são os únicos profissionais com nível superior (graduação) que fazem questão de serem chamados de Doutor e ninguém acha ruim. Para nós, pobres mortais diplomados em outras profissões, é necessário ralar num mestrado e depois num doutorado para conseguir o mesmo chic tratamento. Se eu fosse economista, exigia também o direito ao Dr., afinal, eles conseguiram elaborar um dialeto que não deixa nada a desejar em relação aos outros dois.
---E a verdade é que eu ando meio de saco cheio dessa Língua do P de gente grande. Sinceramente, eu acho que a finalidade é a mesma da língua engraçada que costumamos utilizar na infância, ou seja, criar uma linguagem que só os nossos amiguitos entendem e assim ganhamos força, ganhamos “corpo” (ra-ti-vis-mo), ficamos mais importantes que os outros bobões que não entendem o que estamos falando.
---Minha falta de paciência para este tipo de coisa se explica através de diversas teorias, mas minha preferida é o fato de eu ser (com licença) profissional de comunicação e ter plena consciência de que escrever bem não é escrever difícil... quem sabe de verdade algo consegue transformar aquele conhecimento complexo em algo digerível para quem não é especialista... e também, e não menos importante, o que distingue alguém muito bom no que faz do resto da humanidade, não é a capacidade que tem de complicar aquilo aos olhos alheios, mas é fazer o simples de uma forma absolutamente única.
---Isso se aplica a praticamente tudo! Tenho um exemplo que carrego sempre na manga: fazer comida gostosa usando creme de leite e camarão é fácil! Quero ver fazer comida gostosa usando cenoura, chuchu, batata e uns temperos do quintal! E isso também tem a ver com o conceito de que o valor não está no “o que”, mas no “como” e o “como” cada um terá o seu, de uma forma muito peculiar.
---Mas quem vai compreender esta sutileza? (Quem? Quem?) Com certeza, não será alguém que acredita que o “dê-érre” antes do seu nome faz dele alguém diferenciado, melhor que os outros. Também não creio que será alguém que acredita de verdade nos critérios de provas, testes, concursos e competições de conhecimentos em suas diversas modalidades. Talvez por isso, apesar de aprovada e prestes a ser nomeada, ainda me atrai a possibilidade de passar mais uma vez, e outra e outra... Só pra ganhar no campo do adversário. É a pequena porção de guerreira menina super-poderosa que existe aqui dentro.

Sunday, September 23, 2007

A vida começa aos 40!

---Passei muitos anos da minha vida agindo de uma forma que julgava ser a perfeita ou a perfeita para os outros (que são coisas distintas) e me esqueci de agir de uma forma perfeita pra mim (que é uma terceira coisa). O resultado não poderia ser pior: não era bom pra ninguém! Muito menos perfeito! Cerca de 100% de insatisfação na estatística...rs
---Nossas escolhas acontecem, normalmente, baseadas em falsas premissas ou premissas artificialmente criadas. Se isso acontece de forma consciente ou inconsciente, aí já é outro detalhe. Mas a verdade é que de um modo geral não fomos criadas para ter um propósito de vida, não fomos criadas para atender ao chamado da nossa essência, as exigências da nossa alma, e por isso acabamos sempre nesta situação: perdendo muito tempo (anos, décadas) com uma forma de vida que nada tem a ver com o que somos ou o que queremos. Depois disso, ainda temos que enfrentar um outro período de tempo para acumular coragem de mudar.

---Eu comecei a perceber o processo todo em torno dos 30, mas ainda foram precisos uns 5 anos quebrando a estrutura existente (separação, realinhamento de metas de vida, reavaliação profissional) e mais uns outros 5 anos para me reerguer como pessoa, porque nessa quebradeira necessária a gente também se quebra, se machuca... Eu diria que agora, aos 40 anos, é que estou dando início à vida que realmente faz sentido, àquilo para o qual nasci. Então, pelo menos pra mim, o velho ditado faz sentido: a vida começa aos 40!

Friday, September 14, 2007

AF e DF

---Certa vez, meu sábio amigo Ronald Fucs (que ele não me leia, senão ficará todo bobo! rs) afirmou, com um grau de seriedade incomum: "a vida das pessoas se divide em antes dos filhos e depois dos filhos!" Segundo ele, essa experiência mágica e transcendente transformava seres naturalmente preocupados com o próprio umbigo em criaturas mais conscientes da existência do outro, menos egoístas, mais generosas.
---Passado tanto tempo, e hoje com um filhote de 14 anos, sou obrigada a concordar com meu querido amigo. Não é que o fato biológico, puro e simples, seja capaz de tal transformação... até porque conhecemos criaturas que tiveram filhos mas não são mães, nem pais... No entanto, quando a maternidade e a paternidade acontecem, de verdade, elas mudam a nossa perspectiva de vida de forma avassaladora. Talvez seja esse o espetacular momento em que a pessoa mais importante do mundo não pode ser mirada somente em frente do espelho, aliás, normalmente ela dorme o sono dos justos, o sono dos anjos, aquele que ficamos velando como bobos.
---Nunca fui lá uma criatura de muitas frescuras... Mas depois que o meu filho nasceu percebi como certas coisas que parecem tão importantes no A.F. viram tolices no D. F. Como costumava dizer, uma pessoa que é capaz de me acordar três vezes por noite e não sofre uma agressão, nem que seja verbal, com certeza é muito especial.
---O tempo passa e vamos aprendendo a abrir mão do último pedaço do doce favorito, do lugar mais confortável, do tempo para ficar só, das saídas noturnas diante de um rostinho triste, do sono quando a dor de garganta ataca de madrugada... E percebemos que a felicidade de outra pessoa pode ser mais importante do que a nossa e a alegria de outra pessoa pode nos deixar mais felizes.
---É claro que também é preciso ensinar os filhos a compartilhar, a compreender as necessidades dos outros, inclusive dos seus pais. É preciso mostrar os primeiros rascunhos do que você já aprendeu e no futuro ele aprenderá: que o próprio umbigo não é o sol da humanidade. Mas não há dúvida que somente quem aprendeu o amor aos filhos consegue ter um vislumbre do amor divino, do amor essencial e desapegado. Tudo bem... é só um vislumbre... uma olhadela pelo cantinho da cortina levantada... Mas já é alguma coisa, algo a mais que o próprio reflexo no espelho.

Na moda, ou não...

---Esse período em casa tem me deixado muito reflexiva...Nesta fase de reavaliar tantas coisas na minha vida, tenho pensado que me incomoda muito a sensação de estar sempre atrasada. Talvez o fato de não ter tido a ousadia e a iniciativa de fazer certas coisas na época certa me colocaram pra fora de um processo que hoje floresce, frutifica, “virou moda”, tá no topo.
---Nos meus tempos de 17 anos, tinha três grandes paixões: cozinhar e criar novas receitas, pensar em novos objetos e novas utilidades para eles na decoração de uma casa e criar modelos de roupinhas (que nunca aconteciam de verdade, porque eu não sabia desenhar direito e, portanto, a costureira não podia ver meus pensamentos). Naquele tempo essas coisas eram chamadas de passatempo, algo pra fazer nas horas vagas. Então, quando fui escolher qual faculdade fazer a opção óbvia pareceu ser Comunicação, pois minha facilidade para escrever somada ao poder de observação e análise pareciam ser os ingredientes perfeitos para a profissão.
---Hoje, meus passatempos viraram profissões chics, bem posicionadas e rentáveis. Também ganharam novos nomes: Gastronomia (também tem a irmã pobre, Nutrição), Design de Ambientes e Moda, todos com direito a curso de graduação, pós-graduação e outras sofisticações. Sei que não se vive de “se”, mas...
---Pegando carona nestes pensamentos, também percebi que tenho um certo talento metafísico de prever movimentos culturais. Não, não é uma questão de estar antenada com locais de agito ou utilizar as cartas de tarot para prever as tendências. Simplesmente acontece! A última agora foi em relação a algo tão íntimo e pessoal quanto minha vida doméstica. Venho passando por transformações profundas, questionamentos antes inquestionáveis sobre: trabalho, carreira profissional, casa, família, talentos, gostos... Descubro que desejo muito mais um caminho de beleza, criatividade e extremamente doméstico, do que a tal carreira profissional de sucesso, para logo em seguida descobrir que não sou só eu. Caramba! As mulheres estão na contramão da história!
---Não sei se não estava mais satisfeita sozinha. O problema agora é esse negócio virar moda e eu ficar só na moda ao invés de ficar só na minha. Não que isso também seja problema, mas não confere com a realidade.
---Já que o plano A e o plano B já se foram, vamos agora para o plano C – de Cláudia – o plano para viver a minha vida, do jeito que quero e gosto.

Friday, August 31, 2007

Muitos eus em ação

---Encontrei esta foto em um dos sites por onde passei (não me lembro qual, que vergonha!) E achei muito perfeito, porque somos fragmentados, temos vários "Eus", como o Fernando vive me lembrando aqui! Mas, eu costumo ponderar: se unificar todos eles e encontrar o seu Eu Superior ou Eu Integral é tão complicado, que ao menos consigamos fazer com que essa galera reme o barco para o mesmo lado ;-)
---Tenho entrado em acordo com os meus eus. Às vezes eles são meio rebeldes, mas de um modo geral têm conseguido trabalhar em equipe.
---Então, resolvi criar espaços específicos para pelo menos três deles: o eu escritor viajante, o eu tarólogo e o eu "prendado", que adora cozinhar, mexer na terra, fazer artesanato e coisas de mulherzinha. Tenho o prazer de apresentá-los a vocês:
A moça escritora: pitacosdamorgye@blogspot.com (você já está aqui!)
A mulher prendada: bichofofo@blogspot.com
A anciã dos mistérios: viatarot@blogspot.com
Tem mais gente aqui dentro, mas por enquanto só essas três têm direito à publicidade...hehehe

Thursday, August 23, 2007

Vejo flores em você!

---Estou adorando esse negócio de artesanato. Passei a infância e a adolescência ven- do minha mãe fazer coisinhas coloridas e nunca me interessei pelo assunto. Mas há alguns anos o gen do artesanato co- meçou a dar as caras. E como a coisa é genética, não tenho muito como fugir.
---Obrigada, mãe! :-)))
---Estava reparan- do agora mesmo que eu, que sou jornalista e sempre fui mais escritora do que qualquer coisa, ando escrevendo menos e postando mais os meus feitos artísticos ou a natureza que me cerca. Acho que estou trilhando o caminho do abstrato para o concreto. Fazendo da minha vida algo menos planejamento estratégico e mais mão na massa. E estou adorando!
---Aliás, preparem-se porque creio que em breve teremos também uma máquina de fazer macarrão em casa. Então, de assessora de comunicação talvez eu consiga me transformar em um híbrido de artesã taróloga chefe de cozinha alquimista paisagista decoradora de (vidas) ambientes. Ufa...rs
---Tô feliz...
---Ah! Olha que lindos os anéis que estou fazendo! Aguardo encomendas! Estes em breve estarão na loja do Caminho do Artesanato. Pra quem for de São Lourenço, é só dar um pulinho na Aldeia Vila Verde, loja 62 (mãe, nem vou cobrar pela publicidade). Pra quem não for daqui... hummm... a gente despacha pelo correio! É só escrever cmg@starweb.com.br

Os primeiros sinais da primavera

---Como todos sa- bem (ou deveriam saber), a natureza não funciona que nem reloginho. Aliás, essa coisa de hora certa e absoluta, marcada com precisão, é coisa do bicho homem, macaco sem rabo. Na natureza as coisas acontecem de uma forma toda pró- pria, sem hora marcada e sem algum chato, batendo com os dedos no relógio de pulso, pra avisar que você está atrasada (sinto algum rancor no comentário? Nãããão...imagina!) De fato, nunca me entendi muito bem com Cronos, eu e hora certa não somos muito amigas.
---Então... Então que os pés de rúcula já estão dando flor! Aliás, não somente eles. Meu quintal já está ensaiando a explosão orgástica da primavera. Hehehe! As amoreiras estão absolutamente lotadas de frutas, por enquanto são quase que umas florzinhas esquisitas, mas em breve serão amoras polpudas e da cor mais bela que há!
---Por enquanto, ficamos com as flores de rúcula que agora enfeitam a mesa da cozinha.

Thursday, August 09, 2007

Livro das Sombras

---Em fase de artesã, continuo descobrindo o prazer de criar coisas fofas em geral e às vezes coisas mais radicais.
---A criação da vez foi uma capa de feltro decorada para um caderno espiral, meu novo Livro das Sombras. Na verdade, nunca consegui ter um Livro das Sombras daqueles tradicionais, acabo escrevendo várias coisas como sonhos, percepções, intuições, além de receitas de chás, banhos, incensos, etc.

Sunday, August 05, 2007

Lá vem o sol...

---Depois de uns 20 dias de frio intenso, o sol resolveu comemorar o sabath de 1º de agosto na real, ou seja, retornando mesmo! Que bom! Não aguentava mais passar 24 h por dia cheia de casaco e com pilhas de cobertores em cima para conseguir dormir a noite.
---Agosto começou bem, meu ano novo idem. Estou tão feliz que às vezes parece que estou sonhando. O detalhe: sem maiores razões externas, o que é bacana... sinal que a felicidade está dentro e, portanto, não pode ser abalada por outra pessoa que não seja eu mesma.
--- Que venha o sol!

Ho!!!!!!


---Segundo a tradição xamânica BF tirar fotografias faz com que nossa alma seja fragmentada e algum louco pode querer roubá-la (pra fazer o que, não se sabe!). Portanto, essa é a única foto do meu aniversário permitida para a divulgação pelo controle do departamento de segurança da BF (I)ltda!
---Ho!!!!!

Ai, ai, ai!!!! Estou atrasada!!!!

Tantas coisas já aconteceram!!!
Inclusive meu aniversário!!!!
Corre, corre!!!!
O coração me guia, mas meu relógio sempre atrasa!