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Tuesday, May 03, 2011

Reflexões rápidas... Em dia lento...


Tem alguma coisa nos dias frios e cinzentos... Especialmente os frios e cinzentos desde o amanhecer... Além da natural vontade de permanecer debaixo das cobertas, dormindo ou lendo, tem alguma coisa que fica "mexida" por dentro. É uma dúvida entre permitir que a avalanche de sentimentos venha à superfície ou manter-se sóbria, fria e distante.

O peso e a medida da sobriedade nestes dias me confundem...

Perguntaram, há pouco, no Facebook, em que lugar eu gostaria de estar se não tivesse que fazer o que tenho que fazer agora. E percebi que o problema não é o lugar. E nem, exatamente, o que ando fazendo, já que estou feliz... A questão é que eu sempre quero estar já no desenrolar da história e não no começo dela. Tenho dificuldade para começar coisas. Sou muito boa em dar continuidade, administrar e fazer desenvolver as coisas. Mas não em começar! Então, já queria estar em meio a vários processos, mas não sei ao certo como começá-los.

#comofaz?

Sunday, May 23, 2010

Cidade do Frio


Sou uma mulher do calor, do coração e do sorriso

Me pergunto, sem revolta, por que estou aqui?

Sou uma mulher do rubro, do vermelho rubi e do amor

Olho em volta e vejo um lindo verde-azul que não sou eu

Sou uma mulher-sereia que se cura com as águas

Mas como mergulhar, friamente, no degelo de emoções?

Sou uma menina do fogo, uma moça de fogueira...

Uma mulher de lamparina na mão, procurando a felicidade.

No momento em que descubro quem eu sou,

Percebo que ainda não sei porque estou aqui.

Geograficamente perdida, regionalmente inadaptada.

Por enquanto, meu único lugar é dentro de mim.

Sonho com a estrada, sonho com um roteiro meio sem rumo.

Fecho os olhos para procurar o espaço a que pertenço

E quando abro, ainda estou no mesmo lugar.

Sunday, February 15, 2009

O que trago aqui, comigo... que nem sei...


O que trago aqui comigo que nem eu sei?
Passeio meus olhos por tudo e todos
E continuo profundamente só
O que trago dentro de mim, que nem imagino?
São sonhos, são existências outras ainda presentes.

O que existe em meu olhar que parece tão desconhecido?
"Olhar de abismo", já me disseram...
Olhar curioso, buscador e inquieto...
Olhar que traz a ânsia da renovação abraçada com o silêncio da antiguidade.
O que há em mim que nem eu sei?

Thursday, January 29, 2009

Criança Desaparecida


A menina feliz morreu.
Não... mudou, fugiu, sumiu
Foi pra outro lugar.

A menina feliz não mora mais aqui.
A casa está vazia e triste
E tem vazamento por toda parte.
Tá úmido. Tá frio.

A menina feliz saiu com medo
Batendo a porta, abandonando sonhos.
A menina feliz não sabe sofrer.

Se um dia ela volta?
Talvez...
Mas certamente não será mais tão menina
E nem tão feliz.