Monday, September 27, 2010

A dor e a delícia de se mudar de DNA

A quantidade de artigos e entrevistas sobre a mudança de DNA - também chamado "processo de ascensão" - que encontramos pela Internet é impressionante! Este assunto já estava circulando na rede há algum tempo, mas nunca me chamou tanto a atenção até seis meses atrás. Foi quando eu comecei a ter crises de pânico, sem nenhuma razão aparente, e quando a minha menstruação desapareceu e comecei a ter sintomas de menopausa, apesar de ter 42 anos e de ser de uma família em que as mulheres entram na menopausa perto dos 60 anos.

Nestes seis meses passei por várias fases. No começo, custei a acreditar que não estava gravemente doente. Achava que ia morrer mesmo e é uma coisa tão angustiante, que não conseguia expressar o que estava sentindo: não chorava, não pedia socorro e às vezes não conseguia nem ao menos ligar para o meu médico homeopata, apesar dele me deixar sempre a vontade para procurá-lo a qualquer hora do dia ou da noite. De um modo geral, minha vontade era de, simplesmente, abrir a porta de casa e sumir... Andar tanto, pra algum lugar não específico, desaparecer do meu mundo conhecido.

Nesta fase inicial, lembro que meus minutos de alegria diários eram quando eu pegava carona de moto para a escola e que sentia o vento gelado batendo em mim. O vento frio, apesar de eu ser, normalmente, muito friorenta, causava um certo alívio dos sintomas. Qualquer contato físico era, para mim, meio torturante, eu sentia uma certa aversão à proximidade física e carinho. Minha cabeça não parava de funcionar, com pensamentos invasivos sendo disparados em uma rapidez tão impressionante, que eu podia jurar que estava enlouquecendo pra valer!

Não quis ir ao psiquiatra, apesar de ouvir várias recomendações para fazer isso. Preferi me tratar com homeopatia (minha opção desde os 17 anos), acupuntura e terapia craniossacral. Além disso, fazia Reiki em mim mesma todos os dias, praticava o Ho'oponopono e mais adiante comecei a fazer yoga terapia hormonal, uma técnica desenvolvida por Dinah Rodrigues (vale a pena ler o livro). Na verdade, eu não me conformava muito com esta história de Síndrome do Pânico & Menopausa Precoce, algo não batia bem dentro de mim em aceitar isso.

Até que um dia eu comecei a procurar na net os sintomas que eu estava tendo e fui parar em um destes sites que falam do processo de ascensão. Fiquei muito impressionada com a descrição perfeita de tudo que eu estava sentindo e me lembrei que em 1991, quando ninguém falava de mudança de DNA, um empresário que eu fui entrevistar começou a me falar sobre esse assunto e me disse, inclusive, que eu tinha várias características de quem estava mudando de DNA. Na época, achei o papo estranho, mas como sempre gostei de papo estranho...rs

Pois bem, quando fui toda feliz contar para o sócio sobre minha descoberta, ele começou a rir de mim, perguntando se eu ia virar mestra ascensionada. Confesso que fiquei bem chateada, pois eu estava sofrendo muito com todo aquele processo que, por um lado era emocional, mas, por outro, era muito físico! A cada crise que eu tinha, o meu corpo ficava muito dolorido, pelo tanto que vibrava internamente. Era muito desgastante...

Hoje, não posso dizer que estou totalmente "normal" (diz o marido que eu nunca fui totalmente normal mesmo...rs), mas melhorei muito e tenho certeza que estou no caminho certo para encontrar meu equilíbrio. Resolvi, então, fazer esta postagem e listar meus sintomas, quem sabe desta forma consigo ajudar outras pessoas que estejam passando pela mesma situação.

Sintomas, em ordem cronológica de aparecimento e suas variáveis:

* Taquicardia muito forte
* Cabeça pulsando
* Dores de cabeça variadas e em partes diferentes da cabeça
* Tremedeira
* Dores no peito
* "Secura", como se o emocional estivesse bloqueado, não conseguia chorar
* Vontade de largar tudo e sumir
* Sensação de estar acalorada e muito agitada sempre
* Elevação da pressão arterial (chegou a 14 por 9, sendo que sempre foi 10 por 6)
* Dores "que andam" em especial no peito, braços e mãos
* Estranha vibração que toma o corpo todo, como se as células estivessem acelerando
* Visão turva e ardência nos olhos
* Sensação de estar louca, perdendo o contato com o que chamamos realidade
* Sensação de "algo mexendo dentro da cabeça"
* Pensamentos se atropelam na cabeça e tudo parece muito confuso
* "Premonições difusas", não chegam a se formar completamente, mas é como se fosse "adivinhar" alguma coisa
* Menstruação desaparecida
* Calores que sobem pelo peito, apertam a garganta a ponto de sufocar e espalham pelo rosto
* Falta de libido, apesar de muita energia corporal
* Saúde extremamente boa, imunidade alta (na escola, todos caíram gripados no inverno, eu não)
* Fome muito instável. Ora muita fome, ora fome nenhuma
* Vontade de comer doce (nunca liguei muito)
* Crise de choro com súbita lembranças de fatos da infância

O mais importante durante os sintomas é ter confiança de que tudo vai passar e que quanto mais estivermos tranquilos e entregues ao nosso "Deus Interno", mais fácil será superá-los.



Monday, September 20, 2010

Eleições: o que se esconde por detrás do nosso voto?


Está chegando aquele momento em que todos fazem questão de treinar o discurso, tanto os políticos quanto os cidadãos de bem de plantão, que adoram nos lembrar de nossos direitos cívicos, patrióticos ou seja lá o que for. Pois é, a tal da eleição!

Outro dia estava me perguntando: será que eu deixei que os anos, a experiência e os cabelos brancos por debaixo do xampu tonalizante me transformassem em uma criatura amarga e sem esperança? Creio, sinceramente, que não. Mas, sem dúvida, me transformaram em uma pessoa menos iludida e ingênua (no mal sentido).

Já acreditei que poderíamos avaliar o nível de democracia de um determinado país pelo direito ao voto direto. Isso, certamente, foi uma conclusão de alguém que viveu a infância e parte da adolescência dentro de uma ditadura militar. Hoje, com os olhos mais abertos e a visão crítica bem mais apurada, percebo que dar direito ao voto sem dar candidatos decentes para se votar vale muito pouco em termos democráticos.

Mas vamos por partes, porque o assunto é longo é polêmico.

A primeira questão a ser levantada é a seguinte: por que somos obrigados a votar? Isso deveria ser um direito e não um dever! Pois eu respondo: porque, se o voto não fosse obrigatório, teríamos um record de abstenções que deixaria bem claro que algo estava errado em relação aos candidatos apresentados. Em países em que o voto não é obrigatório, só costuma votar o eleitor mais consciente e, caso não haja alguma fraude, os políticos eleitos (sejam eles bons ou não) são resultado do direito de escolha do povo.

Agora, acompanhem comigo... Qual seria o resultado desta mistura-braba: voto obrigatório, país com nível educacional/cultural baixo, com falta de orientação política e... políticos sem ética? Na minha opinião, seria o voto só para "cumprir tabela", desvinculado de qualquer consciência cidadã, ou o voto por interesse de barganha (meu voto por uma cesta básica, meu voto por cimento e tijolo).

Vamos um pouco mais além e pensar no seguinte: até que ponto, mesmo nós, criaturas que tiveram acesso à educação, cultura e formação política, não agimos mecanicamente, como bichinhos condicionados? Todos nós repetimos, como papagaios, aquele velho refrão " anular voto é coisa de gente ignorante". Quem disse? Provavelmente, aqueles que têm profundo interesse em receber o nosso voto a qualquer preço!

Tentemos, então, escapar do condicionamento, da programação repetida tantas vezes em nossa cabeça, que faz uma mentira virar verdade. Se precisamos votar em alguém que deve nos representar e, ao olharmos a lista de candidatos, não conseguimos encontrar alguém que seja digno de nos representar... alguém em quem confiamos, que admiramos, com quem compartilhamos ideologias e opiniões, então, o lógico é que tenhamos a opção de não votar. Se não temos esta opção, já que o voto é obrigatório, que anulemos nosso voto, pois esse ato é o que melhor expressa a nossa opinião sobre os candidatos que nos são apresentados.

Com isso - vejam bem! - não estou fazendo aqui a apologia ao voto nulo, mas, com certeza, estou defendendo o direito de não votarmos em pessoa alguma, caso não se apresentem candidatos que mereçam o nosso voto. E que façamos isso de forma consciente e segura, de "cabeça erguida", por saber que esta, sim, é uma atitude ética, com vistas ao bem comum e de seriedade política.

Eu já decidi: vou votar somente em um candidato para Deputado Estadual. É alguém que já foi prefeito de minha cidade e simplesmente foi a melhor gestão que tivemos! É um homem inteligente, honesto, chato de tão correto (por isso que nos damos bem...rs), competente e merece meu voto. Se ele vai ganhar? Não sei... Mas isso não é corrida de cavalos, pra gente querer apostar em quem vai ganhar! De resto, votarei nulo. Assim... Sem peso na consciência!

Cabe mais um adendo: se o Serra eu não quero de jeito algum e a Marina já não me diz tanto quanto já disse antes; em relação à Dilma, digo que o governo Lula pode não ter sido o governo dos meus sonhos (efetivamente, não foi), mas em termos gerais, foi o melhor governo que tivemos no pós ditadura. Só alguém acometido de amnésia (ou banqueiros, ou presidentes norte-americanos, ou...) pode dizer que o governo Fernando Henrique foi melhor... Mas enfim, cada um com seu cada um. Por outro lado, exatamente porque o governo Lula não foi o governo dos meus sonhos, que não vou votar em sua candidata. Estou cansada de, na política (e em outras coisas da vida também) ter que escolher o "menos ruim" ou o mais ou menos.

Já faço a prévia para as eleições municipais de 2012: possivelmente, vou votar nulo de ponta a ponta! Porque mais catastrófico do que o 21 de dezembro, com as previsões de profecias Maias e apocalípticos de plantão, será a lista de candidatos para vereador e prefeito que teremos por aqui, na cidade onde eu moro. Quem viver, verá!

PS: coloquei a imagem de uma urna tradicional em sinal de protesto contra a urna eletrônica, uma das maiores mentiras (dita mil vezes pra virar verdade) da vida política brasileira. Para quem tiver curiosidade, ler: isto e isto.

Saturday, September 18, 2010

Vesti uma roupinha fresquinha e saí por aí...



Pois então...

Da imensa lista de coisas boas que sinto quando o frio tenebroso do inverno são-lourenciano vai embora e o calorzinho chega, uma das que se destaca é a possibilidade de me vestir de uma forma mais bonita, mais leve, menos opressiva. Não sei quem inventou a tal história de que no frio ficamos mais elegantes, nos vestimos melhor... Provavelmente, foi alguém bem anti-ecológico que mora ao norte do Equador e possui uma gama enorme de casacos de pele. Não é o nosso caso, aqui no Brasil-varonil...

Inverno por aqui quer dizer colocar uma roupa por cima da outra, tentando se aquecer desesperadamente! Quem mora no litoral ou em cidades mais quentinhas, consegue resolver isso facilmente. Mas eu, que moro na serra, em um lugar que no inverno os termômetros chegam a marcar 1 ou 2 graus, chego a ficar com claustrofobia durante o inverno! Me afogo dentro de dois ou três pares de meias, meia calça de lã por baixo do jeans, e uma quantidade de blusas e agasalhos que me fazem parecer uma barrica! Isso não é nada elegante!

Outro dia, comentava na escola onde trabalho o absurdo que é termos aqui (e em várias cidades do país) uma temperatura que pode ser comparada com a de alguns lugares da Europa e, no entanto, não termos aquecimento interno nas casas, empresas, prédios públicos. Em resumo, não temos a menor infra-estrutura para administrar o frio do inverno, o que nos torna umas trouxas de roupa durante pelo menos três meses por ano.

Mas isso acabou!!! A-ca-bou! E, se Deus quiser, ano que vem poderei passar mais tempo longe daqui enquanto estiver tão frio. Mamãe me ensinou, quando era criança, que eu devia gostar da chuva, porque a chuva faz bem para as plantinhas. Cresci (não muito) e sempre que chove eu tenho que ficar repetindo para mim mesma "a chuva faz bem pras plantinhas... a chuva faz bem pras plantinhas..." Pois é... Não sou muito chegada à chuva. A chuva de verão eu gosto! Essa sim! Pancadão, pingos grossos, no meio do calor e quando acaba a chuva, volta o sol e traz o arco-íris junto com ele. Dessa eu gosto muuuuito... Mas não gosto daquela chuva fina e depressiva, que se repete durante dias, ou da mais fortinha, que gela os ossos, e faz com que acordar cedo para ir trabalhar seja ainda mais torturante do que o normal. Pois com o frio é a mesma coisa! Acredito que o frio sirva para alguma coisa, já que a Natureza tem um caráter prático inquestionável! Mas que eu não gosto dele, ah, não gosto não... Posso dizer, sem medo de exagerar, que quando chega o mês de Maio, a proximidade das temperaturas mais baixas me deixa deprimida, quando não apavorada. Um medo estranho percorre meu corpo. O medo de sentir frio, as dores do frio, o incômodo do frio, as noites mal dormidas de frio. Convivo com o frio, porque não há outro jeito, mas deixo registrado nos anais da história que faço isso com muito, muito (muuuuuito) sofrimento.

Ainda bem que o calorzinho chegou! Hoje cometi a ousadia de dormir de camiseta e calcinha (tudo bem, ainda por baixo de um grosso edredon), e isso é algo que me remete ao passado... E me traz uma sensação muito boa... Uma época em que eu andava dentro de casa assim, de camisetão e calcinha, estava casada há pouco tempo (primeiro casamento), ainda morava no Rio, terra calorenta, e trabalhava de meio dia às seis, no jornal da AECB. Acordava às sete e pouco e ligava o som... Ia arrumando a casa, fazendo comida, dançando feito doida e cantando também...rs Sempre gostei de ficar sozinha! Acho que foi a coisa mais legal a usufruir depois que me casei: ter uma casa só pra mim durante a manhã! rs

Voltando ao presente... A primeira roupinha foi a que vesti para ir trabalhar na sexta-feira. Fez um sucesso na escola, especialmente o detalhe do terço pendurado no pescoço. A galera falou que era pra rezar as crianças...rs O segundo modelito foi pra ir para a acupuntura de tarde. Os joelhos precisam ficar de fora para receberem agulhadas! :-)

Ah, calorzinho bom... Obrigada, Senhoooorrrr!!!!!

Wednesday, September 15, 2010

Chegou!!!!! Já posso trazer a chuva! :-)

Graças aos deuses que ainda resta algo de narcisismo nesta criatura que vos fala!!! rs

Explico: é que diante de tanta crise interna, tique-tique nervoso e outros quetais (yeah! adoro quetais..rs), é bom perceber um pouco de auto-estima despontando no horizonte!

A questão mais importante, no entanto, é: meu tambor lindo maravilhoso, salve-salve chegou! :-))) Era para eu colocar uma foto minha tocando o dito cujo, mas as fotos ficaram todas feias e esta, em que ele aparece lá no fundo, ficou tão simpática... Pois então!

Fica o tambor em segundo plano e euzinha em primeiro plano, afinal de contas, sou eu que vou tocá-lo (se tudo der certo...rs) Ainda posso fazer uma dança da chuva pra ver se a bendita cai!

Hoje estou num dia SIM, acho que dá pra notar ;-)

Sunday, September 12, 2010

A moça sem mãos

Havia uma vez um moleiro que, pouco a pouco, foi caindo na miséria e nada mais lhe restou que seu velho moinho, atrás do qual havia uma macieira. Certo dia, tendo ido catar lenha na floresta, aproximou-se dele um velho que nunca tinha visto antes, o qual lhe disse:

- Por que te cansas tanto a rachar lenha? Se me prometeres o que está atrás do moinho eu te tornarei imensamente rico.

"O que mais poderá ser, senão minha macieira?" pensou o moleiro, que respondeu:

_ Está bem, prometo - E o desconhecido fê-lo assinar um compromisso.

- Daqui a três anos virei buscar o que me pertence., - disse o velho sorrindo, sarcasticamente, e indo embora.

Ao voltar para casa, sua mulher correu-lhe ao encontro e, admirada, perguntou-lhe:

- Dize-me, marido, de onde vem essa riqueza que subitamente nos invadiu a casa? Todos os caixotes e caixas, de maneira inesperada e repentina, ficaram cheios de coisas. Não vi pessoa alguma entrar em casa e trazer tudo isso, e não sei explicar de onde veio.

O marido então explicou:

- Foi um desconhecido que encontrei na floresta. Ele prometeu-me grandes tesouros se lhe cedesse o que está atrás do moinho. Assinei um compromisso que lhe cederia, pois bem, podemos dar-lhe nossa macieira, não achas?

- Ah, marido, - gritou, espantada, a mulher - esse desconhecido era o diabo! E não era a macieira que ele prtendia, mas a nossa filha, que estava nessa hora varrendo o quintal atrás do moinho!

A filha do moleiro era uma jovem muito bonita e muito piedosa. Passou aqueles três anos no mais santo temor de Deus e sem cometer nenhum pecado. Decorrido esse prazo estabelecido, no dia em que o diabo decia ir buscá-la, ela lavou-se bem e com um giz traçou um círculo ao seu redor. Logo cedo o diabo apareceu, mas não lhe foi possível aproximar-se dela. Então, muito zangado, disse ao moleiro:



- Tens que tirar-lhe toda a água a fim de que não possa lavar-se, porque senão não terei nenhum poder sobre ela.

O moleiro, amedrontado, prontificou-se a obedecer. Na manhã seguinte, o diabo, apareceu novamente, mas ela havia chorado sobre suas mãos e estas estavam completamente limpas, de novo o diabo não conseguiu aproximar-se dela. Então, furioso, disse ao pai:

- Corta-lhe as mãos, do contrário não poderei levá-la!

O pai, horrorizado, queixou-se:

- Como poderei cortar as mãos de minha própria filha?

O demônio então ameaçou-o, dizendo:

- Se não o fizeres, tu serás meu e levar-te-ei comigo!

O moleiro, acabrunhado, prometeu obedecer-lhe. Foi ter com a filha e disse:

- Querida filha, o diabo ameaçou levar-me se eu não cortar as tuas mãos; dominado pelo medo, prometi fazê-lo. Ajuda-me nesta minha angústia e perdoa-me pelo mal que te faço.

- Querido pai - respondeu a jovem - sou vossa filha, podeis fazer de mim o que quiserdes.

Estendeu-lhes as mãos, deixando que lhas cortasse.

O diabo veio pela terceira vez, mas ela havia chorado tanto, durante todo o tempo, sobre seus pobres côtos que estes ficaram limpíssimos. Tendo assim perdido qualquer direito sobre ela, o diabo foi obrigado a desaparecer.



- Graças a ti - disse-lhe o pai - ganhei essas riquezas imensas, portanto, quero tratar-te daqui por diante, até o fim de tua vida, como uma rainha.

- Não, meu pai, não posso mais ficar aqui, devo ir-me embora. Não faltarão por esse mundo além criaturas piedosas que me darão o necessário para viver.

Depois mandou que lhe amarrassem os cotos atrás das costas e quando o sol raiou despediu-se e pôs-se a caminho. Andou sem rumo certo, o dia inteiro até ao cair da noite. chegou assim ao jardim do palácio real e, como estivesse o luar muito claro, pode ver as árvores carregadinhas de frutos, mas não podia entrar no jardim, pois era cercado em toda a volta por um largo fosso.

Ora, tendo caminhado o dia inteiro sem comer nada, sentia-se desfalecer de tanta fome e pensou "Ah, quem me dera estar lá dentro e comer algumas frutas! Senão terei que morrer aqui de fome" Então ajoelhou-se e rezando fervorosamente invocou o auxílio de Deus. No mesmo instante, apareceu um anjo que abaixou uma comporta, esgotando a água do fosso e, assim, ela pode atravessá-lo.

Entrou no jardim, sempre acompanhada pelo anjo. Viu uma árvore carregada de frutas. Eram pêras bonitas e maduras, mas estavam todas contadas; a jovem aproximou-se da árvore e com a boca colheru uma pêra a fim de aplacar a fome. O jardineiro viu-a, mas como o anjo estava junto dela, ficou com medo, julgando que a moça fosse uma alma do outro mundo e não disse nada, nem mesmo ousou chamá-la ou interrogá-la. Tendo comido a pêra, que lhe matou a fome, ela foi esconder-se num bosque que havia ali por perto.

Na manhã seguinte, o rei desceu ao seu jardim e foi direitinho contar as pêras da pereira, notou que faltava uma e perguntou ao jardineiro que fim tinha levado, pois não a via ali no chão debaixo da árvore. portanto, estava mesmo faltando. O jardineiro então contou-lhe o ocorrido.

Quando escureceu, o rei desceu ao jardim. Trazia junto um padre, que devia interpelar a alma do outro mundo que o jardineiro vira. Sentaram-se os três: o rei, o padre e o jardineiro., debaixo da árvore e ficaram aguardando. Quando deu meia-noite, a moça saiu do bosque, chegou à pereira e comeu outra pêra, colhendo-a com a boca, continuava do seu lado o anjo de vestes brancas como a neve. O padre levantou-se, deu alguns passos em sua direção e perguntou:

- Vieste de Deus ou do mundo? És um espectro ou um ser humano?

- Não sou nenhum espectro - respondeu a moça - sou uma pobre criatura abandonada por todos, menos por Deus.

O rei, ouvindo isso, aproximou-se e disse-lhe:

- Se todos te abandonaram, eu não quero te abandonar, vem!

Levou-a para seu castelo e, notando o quão bela e piedosa era, logo se apaixonou. Ordenou que se lhe fizessem duas mãos de prata e depois casou-se com ela.

Passou-se um ano muito feliz, tendo, porém, que partir para a guerra, o rei recomendou a jovem rainha à sua mãe, dizendo:

- Assim que ela der à luz a criança que está esperando, cuidai bem dela e escrevei-me, imediatamente!



E a rainha deu à luz um lindo menino. A velha mãe apressou-se a escrever ao rei, annunciando a feliz nova. Pelo caminho, porém, o mensageiro, muito cansado, deteve-se perto de um riacho a fim de repousar um pouco e não tardou a adormecer. Não demorou muito e apareceu o diabo, que não perdia a menor ocasião para fazer mal à rainha; pegou a carta que o mensageiro levava e trocou-a por outra, que dizia ter a rainha dado à luz um monstrengo.

Ao receber a carta, o rei espantou-se e ficou profundamente desolado, porém respondeu dizendo que tratassem bem da rainha até o seu regresso. O mensageiro, de volta com essa outra carta, deteve-se outra vez no mesmo lugar para repousar e adormeceu. Então, o diabo aparecendo, tornou a substituir também essa por outra, na qual era ordenado que matassem a rainha e o filho.

Ao ler essa carta, a velha mãe ficou horrorizada, não podendo acreditar em tal ordem; então escreveu novamente ao filho mas não obteve resposta, porque o diabo sempre trocava as cartas e da última vez veio com ordem expressa de conservar a língua e os olhos da rainha como prova de sua morte.

A velha mãe chorava à idéia de ter que derramar aquele sangue inocente e não sabendo como sair-se de tão penoso encargo, durante a noite, pediu que lhe trouxessem uma gazela, cortou-lhe a língua, arrancou-lhe os olhos e guardou-os. Depois foi ter com a rainha dizendo:

- Não tenho coragem de executar as ordens do rei, que mandou matar-te, mas não podes continuar aqui, vai pois por esse mundo afora com o teu menino e não voltes mais.

Tendo dito o que devia, amarrou a criança nas costas da pobre mulher, que se foi toda chorosa.Chegando a uma grande floresta virgem, ajoelhou-se e pos-se a rezar, fervorosamente, o Anjo do Senhor apareceu-lhe e conduziu-a a uma casinha, na qual havia uma tabuleta com os seguintes dizeres: "aqui mora quem quiser, livremente". Da casinha saiu uma donzela alva como a neve e foi ao seu encontro:

- Sê bem-vinda, minha rainha!

Convidou-a para entrar, desamarrou a criança de suas costas e achegou-aao seio para que a amamentasse, deitando-a depois em um lindo bercinho. A pobre mãe lhe perguntou:

-Como sabe que sou a rainha?

- Sou um anjo enviado por Deus para cuidar de ti e do teu menino.

A ex-rainha viveu nesta casa por sete anos, sempr magnificamente tratadae, graças a sua piedade, Deus permitiu que lhe crescessem novamente as mãos.

Enquanto isso, o rei voltando da guerra, quis ver a esposa e o filho. A velha mãe, em prantos, recriminou-o:

- Homem perverso! Por que escrveste ordenando que matasse dois inocentes? - e mostrou-lhe as cartas falsificadas pelo demônio, acrescentando:

- Fiz quanto me ordenaste - e apresentou-lhe as provas pedidas: a língua e os olhos.

O rei não pode conter-se e desatou a chorar, e bem mais amargurado, pela sua querida esposa e pelo filhinho. Chorava tão desesperadamente que a velha mãe, apiedando-se dele, confessou:

- Acalma-te, não chores mais; ela aidna está viva. Mandei matar, em segredo, uma gazela e as provas que tens aí são a língua e os olhos dela. quanto a tua mulher, amarrei-le o filho às costas e disse-lhe que se fosse pelo mundo e prometesse nunca mais aparecer por aqui, pois tu estavas tão furioso, que receei por ela. O rei, acalmando-se, disse:

- Irei até onde acaba o azul do céu, sem comer, nem beber, a procura de minha querida esposa e de meu filhinho, se é que ainda não morreram de fome.

Pos-se a caminho. andou vagamento durante sete anos, sondando todos os penhascos e cavernas, mas não a encontrou e então julgou que tivessem morrido. Durante ese tempo todo não comeu, nem bebeu conforme havia prometido. Deus, porém, o manteve vivo e são. Finalmente, depois de tanto perambular, passou pela floresta virgem e encontrou a casinha com a tabuleta na qual estava escrito "Aqui mora quem quiser, livremente" Saiu de dentro dela a donzela alva como a neve que, pegando-lhe a mão, convidou- o a entrar:

- Sede bem-vindo, majestade! - e perguntou-lhe de onde vinha. Ele respondeu:

- Venho de longe! São quase sete anos que ando a procura de minha esposa e meu filho, mas não consigo encontrá-los.



O anjo ofereceu-lhe alimento e bebida, mas ele recusou, dizendo que só queria descansar um pouco. Deitou-se e cobriu o rosto com um lenço e fechou os olhos. O anjo então foi ao quarto onde estava a rainha com o menino, aquem pusera o nome de Doloroso, e disse-lhe:

- Vem e traz teu filho, acaba de chegar teu esposo.

A mulher foi e aproximou-se de onde ele estava dormindo; nisso caiu-lhe o lenço do rosto e ela disse ao menino:

- Doloroso, meu filho, apanha o lenço do teu pai e cobre-lhe o rosto.

O menino recolheu o lenço e cobriu o rosto do pai, este semi-adormecido apenas ouviu o que diziam e deixou cair outra vez o lenço. O menino então disse impaciente:

- Querida mamãe, como posso cobrir o rosto de meu pai? Eu não tenho pai na terra! Aprendi a oração que me ensinaste: Pai nosso que estás no céu. Tu sempre disseste que meu pai estava no céu e que era o bom Deus. Como posso agora reconhecer um homem tão selvagem? Este não é meu pai!

A estas palavras o rei sentou-se e perguntou a mulher quem era.

- Sou tua esposa - respondeu a rainha - e este é teu filho Doloroso.

vendo que as mãos dela eram verdadeiras, disse o rei:

- Minha esposa tinha mãos de prata!

Foi o bom Deus que me fez crescer estas mãos naturais - respondeu ela

O anjo então foi ao quarto dela e trouxe as mãos de prata, mostrando-as ao rei. Isso convenceu o rei que ela era realmente a sua esposa e o menino seu filho. Apertou-os em seus braços ebeijando-os com grande ternura disse:

- Agora caiu-me um grande peso do coração.



O anjo do Senhor mais uma vez serviu-lhes comida e bebida. Depois regressaram todos ao palácio, para junto da velha mãe. Houve grande alegria por todo o reino, e o rei e a rainha celebraram outra vez as suas núpcias, vivendo felizes até a sua santa morte.

Irmãos Grimm

PS: Esta história foi cercada de muita sincronicidade... Pois em um dia em que contava para a chefinha sobre uma crise de choro que tive, ela, exímia contadora de histórias, disse "as lágrimas limpam!" e citou este conto, que eu não conhecia. No mesmo dia, de noite, fui até a loja do meu irmão, um sebo, e ao folhear um livro dos Irmãos Grimm encontrei esta história, da qual nunca tinha ouvido falar até aquele mesmo dia de manhã. Comprei o livro na hora!

Saturday, September 11, 2010

Meu mais novo herói!


"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento.

Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!

Teria sido espoliação? Guarda-me, Tanatzin, de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação dos metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas uma indenização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano "Marshall Montezuma", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra e de outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, dilapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de extermínio mútuo.

No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500 anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.

Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluimos, e disso informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à potência de 300, número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como primeira prestação de dívida histórica..."

Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, Guaicaípuro Guatemoc não tinha a menor idéia de que acabara de expor uma tese de Direito Internacional para determinar a verdadeira dívida externa.

Fonte:
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1456


Thursday, September 02, 2010

Vida saudável

Bons ventos primaveris por aqui!

Quando retomo meu gosto pela cozinha é sinal de que as nuvenzinhas escuras saíram de cima da minha cabeça!

Nos últimos dias tenho feito sempre uma saladinha charmosa, saudável, bonita e gostosa (é salada, tá, gente! rs), pra mim e pro marido, antes do almoço propriamente dito. Marido está adorando o novo charme... São aquelas coisas que a gente sabe, mas acaba deixando pra lá... Tem a ver com o fato dos legumes e verduras serem assimilados pelo organismo mais rapidamente, o lance das enzimas, blablablá, essas coisas...rs É sempre bom primeiro comer a salada e depois o restante da comida.

A saladinha de hoje teve participação especial da rúcula e da salsinha colhidas no quintal, além da alface, da cenoura e da cebola da quitanda mesmo. Temperinho de shoyo e azeite extra-virgem (amo azeite!)

Também andei fazendo uns bolos gostosos, mas como faço eles de noite, quando a iluminação pra foto é péssima, eles não costumam durar inteiros até o dia seguinte quando há luz suficiente. Sabe como é, o marido é guloso e passa a manhã inteira sozinho em casa: ele e o bolo. É exigir demais do auto-controle de um homem...rs

Tuesday, August 24, 2010

Momentos simples e especiais


Eu nem sabia da existência destas fotos... Foi a Jô, uma das auxiliares de creche, que tirou durante a festinha de Páscoa dos fofuxos lá da escola. Olhando assim, a primeira coisa que penso é que sempre que vejo uma foto minha espontânea, sem que eu soubesse que estava sendo fotografada, não me reconheço. Olho e não acho que seja eu... Acho que é uma pessoa: mais interessante que eu, mais bonita que eu, mais feliz que eu e mais magra que eu... rsrsrsrs

Outra coisa que reparei foi: como eu gosto de bebês e criancinhas!!! Basta ver o carinho e a atenção que estou tendo com o Luiz Henrique, na primeira foto, e a minha cara de encantamento, vendo a apresentação da creche. Aliás, foi o Luiz Henrique quem me arrastou para um papo sério! Eu estava no pátio ajudando em alguma coisa, quando ele veio e simplesmente pegou na minha mão e me puxou até o banco, sentou e não largou a minha mão. Tentava falar alguma coisa, se comunicar, mas não saíam palavras, só barulhinhos...rs Desde abril, ele cresceu um tanto, está um rapaz e tem até uma namorada, a Lorrayne, mas ainda não é muito bom com as palavras. Não que isso seja problema, já que ele é ótimo na expressão corporal e facial...rs

Se meus dias na escola fossem sempre assim, poxa!!! Que bom seria...

Ah, na segunda foto a outra moça em estado de encantamento, sorrindo, é a Dani, a chefinha. Ela também seria bem mais feliz se só tivesse dias assim... Será que um dia conseguiremos isso?

Sunday, August 22, 2010

Eu gosto tanto...

...de tomar café da manhã saudável e gostoso, com toda a calma, de preferência acompanhada para uma conversa tranquila

...de assistir o pôr do sol em silêncio, observando o astro rei mergulhar atrás das montanhas

...de acordar com os primeiros raios de sol do dia entrando através da janela e aquecendo o meu corpo

...de caminhar de noite, para me aquecer do frio ou para me refrescar do calor :-)

...de água, banho de banheira, banho de chuveiro, banho de chuva, banho de piscina, banho de mar

...observar, atentamente, crianças pequenininhas brincando e conversando

...fazer de atos rotineiros situações especiais. Exemplo: o jantar em frente ao computador vira jantar em mesa bem posta, com música ao fundo, incenso, vinho e boa conversa; a hora de ir pra cama dormir, vira o momento de conversas íntimas, riso e massagens; a hora de acordar vira o momento de introspecção e meditação para estar em harmonia para começar o dia.

PS: a salada de fruta da foto, com mel e granola, foi o meu café da manhã de hoje.

Saturday, August 14, 2010

Para começar o dia


Estou ainda ensaiando, como o rapazinho, começando baixinho, meio desanimada. Mas tenho certeza que logo logo estarei afinadinha e cantando a plenos pulmões. Porque tem algo acontecendo, em mim e em todo lugar. E é preciso estar aberto a estas mudanças, é preciso silenciar os pensamentos repetitivos e deixar o coração agir.

Esta acontecendo agora, já, silenciosamente, sutilmente. Só quem está sentindo a mesma coisa é que sabe do que estou falando. Isso envolve nosso corpo, nossa energia, o planeta Terra e tudo mais. Nosso DNA não é mais o mesmo de quando nascemos, ele se transforma. Nossas moléculas se aceleram, nosso planeta se acelera e a Ressonância Schumann está aí para provar tudo isso.

Então, temos que entrar na vibração de "Oh happy day", porque cada dia é e será sempre especial, com a nossa consciência ancorada no aqui e agora. Porque aqui e agora é em qualquer tempo e em todo lugar. Mas somente quando fixamos nosso ponto de percepção no presente é que somos capazes de navegar conscientemente no TODO.

Friday, August 06, 2010

Foi assim...




Eu estava tão em estado de encantamento que nem levei máquina e nem tirei foto. Minha mãe ainda sacou da máquina, antes de se deliciar com os quitutes. Foi um níver no melhor estilo "menos é mais": amigos mais íntimos, marido, filho e pais. "Somente o necessário..." porque, no final das contas, com estas pessoas podemos contar.

A primeira foto mostra o ambiente gostoso e as delícias...hmmmm

A segunda foto foi tirada antes de nos sentarmos para o chá, na varanda do hotel. Na verdade, eu não vi, foi "arte" da minha mãe e fiquei emocionada: meu pai e meu filho, dois dos homens mais importantes da minha vida! O terceiro não gosta muito de foto, mas acabou entrando na bagunça e apareceu no cantinho da terceira foto. Eu estou lááá no fundo, com aquele sorriso absoluto de "ai, como estou feliz", o sócio do lado direito, do lado da Clarice e mais a frente a Cris, que ficou parecendo um ser iluminado, por causa do flash...rs Do lado esquerdo, Lúcia e Newton ao fundo. A Deusa chegou depois da foto e a Sônia e a Val não puderam ir. Mamys ficou atrás da máquina (ela detesta tirar fotos, que nem o sócio...rs)

Foi uma tarde bem gostosa! Uma ótima maneira de começar um novo ciclo! :-)

Thursday, July 29, 2010

Aniversário: 1ª comemoração

Hoje é o dia! :-)))

Adorei! Foram várias comemorações... De manhã, com as meninas dos serviços gerais, lá na escola. A piadinha que sempre usamos é que os funcionários da secretaria e o pessoal dos serviços gerais são a "ralé" da escola...rs É porque tudo de bom, os benefícios de recessos, o horário menor de trabalho, tudo isso sempre fica para os professores... E para nós sempre sobra a ralação... Fazer o que, né? Então, hoje, quando cheguei na cozinha com um bolinho para o lanche, as meninas vieram me dar os parabéns e falaram que eu ia comemorar meu níver com a ralé...rs E querem saber? Coisa boa, viu? receber tanto carinho, com direito a cantar parabéns e eu sem saber onde colocar a cara... Nessas horas é que vejo como sou tímida, apesar de não parecer.

Quando eram 11h chegou uma amiga, a Beth, que não poderia ir no chá comemorativo. Conversamos bastante, ganhei presentinho... Depois, a caminho de casa, encontrei o Alex, um inspetor de alunos que trabalha comigo junto com a mulher dele, a Lina, que é gente boa demais! Lá veio ela com um jogo de lençóis maravilhso pra me dar de presente. Imagina só... passamos um tempão outro dia falando sobre roupa de cama, mesa e banho... e eu comentei que precisava comprar tudo isso...rs Pronto, ganhei! :-))))

Cheguei em casa cheia de pacotes e feliz. Me arrumei e lá fomos nós para a segunda comemoração... Um chá completo (delicioso!!!) em um hotel que fica no aaaaaalto de uma montanha, cujo nome auto-explicativo é: Chateau de la Montagne. Esta foi a comemoração para os amigos: Lúcia, Clarice, Newton, Deusa, Cris... A Sônia e a Val, duas queridas, não puderam ir... Daí acabei chamando meus pais, já que não me perdoaria jamais se privasse mamys de vivenciar aquilo tudo: vista maravilhosa, hotel que parece um castelinho, chá caprichadíssimo, tudo arrumado, caprichado, fofo. Pensam que acabou? Não... No sábado será a comemoração familiar!!! Vamos, eu, filhote e sócio, para a casa de meus pais para comer o tradicional bolo de coco e aproveitar para comemorar com meu irmão e minha cunhada, os "Robertos", que têm uma loja e não poderiam ir numa comemoração em dia de semana de tarde.

Ufa... :-)))) (feliiiiizzzz)

Mas e o 10º desejo?????

Tá aqui:

DESEJO NÚMERO 10: "Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher... Sou minha mãe e minha filha, minha irmã, minha menina... Mas sou minha, só minha, e não de quem quiser... Sou Deus, tua Deusa, meu amor"

Há muito tempo, talvez desde que sou menina, por mil razões, das mais objetivas e práticas até as mais transcendentais e místicas, que sei que tenho algo a fazer por este planeta. Sim... Claro... Todos nós temos...rs Mas eu quero dizer que sei que este algo TEM QUE ser feito! Não é uma coisa que eu possa deixar pra lá... É um tipo de missão. E sei que tem profunda ligação com o feminino, a mulher e tudo que há de mais sagrado nela.

O termo Sagrado Feminino virou moda de uns tempos para cá, mas eu tomei contato com este conceito e esta sabedoria em 1993, ano em que meu filho nasceu e ano em que conheci Dóris, minha bruxa-mestra, uma mulher de poder que me ensinou, me abriu para o poder que havia em mim, fez com que eu vivesse momentos absolutamente mágicos e profundos, em um tempo em que, na verdade, eu ainda não tinha estrutura para absorver completamente tudo que estava acontecendo.



Hoje, 17 anos depois, sou muito grata por tudo que ela fez e espero que ela, onde quer que ela se encontre, receba a minha gratidão. E creio que a melhor forma de agradecer é descobrindo o meu verdadeiro caminho, vibrando em mim tudo que eu trouxe para esta existência e fazendo jus ao que a Dóris dizia: "nunca deixe que ponham a mão na sua cabeça... Vc já nasceu feita! Vc sabe o que tem que fazer, só precisa lembrar"

Certa vez, ela falou que meu caminho espiritual não era nenhum que eu conhecesse, porque ele ainda não havia sido "inventado". Na verdade, segundo ela, eu seria inspirada sobre isso e eu daria o primeiro passo nesta caminhada. Não sei como, nem imagino de que maneira, mas estou aqui, aberta a descobrir que caminho é esse e como poderei trilhá-lo.

Sei que tenho muito a agradecer...

Aos ciganos que sempre estiveram comigo e me protegem, dizem que eu sou querida por atos de outras existências. Não me lembro, mas agradeço de qualquer forma ;-) eles também são queridos.


Agradeço aos índios que também sempre estão comigo, talvez em função do sangue dos meus antepassados correndo nas veias... Em especial uma velha índia que me tirou de alguns apuros, como filho com febre ou minhas cólicas mensais. Minha tribo, meu povo querido.


E, por fim, agradeço as minhas ancestrais bruxas, todas as mulheres que vieram antes de mim e realizaram seu trabalho de forma primorosa e amorosa...


Meu desejo número 10 é para que neste ano eu descubra qual a minha missão espiritual, meu caminho, meus dons a serem utilizados. Enfim, que eu consiga ampliar a minha consciência e trilhar meu caminho mágico-espiritual de maneira harmoniosa e feliz.

Amém! :-)

Wednesday, July 28, 2010

Aniversário: 2ª comemoração

Estava voltando do trabalho e pensando qual seria meu desejo de hoje... qual desejo seria este, de véspera de aniversário? Então, que nem uma maluquinha, vim falando sozinha assim: "eu quero... eu quero..." E, então eu entendi o que minha Unihipili estava querendo me dizer...

DESEJO NÚMERO 9: "Eu quero uma casa no campo..."



Imediatamente lembrei do meu querido amigo Zé Rodrix, com quem tive o prazer de conversar (papear, trocar idéias e sonhos e também discutir um bocado! rs Eita sagitariano implicante! rs) via internet, em uma lista de discussões, durante anos, e que acabei por conhecer pessoalmente, após o show que ele, Sá e Guarabyra fizeram na cidade onde moro. Foi por isso que coloquei a interpretação dele e não a da Elis, que é a mais conhecida. A outra razão foi porque neste arranjo outras duas músicas foram incorporadas, duas músicas que marcaram minha adolescência, uma delas também fala muito de como estou me sentindo neste momento, meio "caçadora de mim"...rs

Sugiro abrir o clip, ouvir a música enquanto se lê a postagem... E, por favor, desconsiderem a tradução em inglês, chatíssima, porém achei este o melhor vídeo em termos de imagem e som.

E eu vou contar pra vocês alguns aspectos deste meu desejo número 2, que podem ser encontrados na letra da música, obviamente, com algumas pequenas modificações que dão o toque particular ao meu desejo, que é um pouquinho diferente do desejo do meu amigo Zé (que pelo que sei conseguiu realizá-lo antes de partir):

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais (onde eu possa escrever meu livro e inspirar minha arte)
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais (que eu encontre a "minha tribo", pessoas com quem eu possa sonhar junto e conversar e rir)

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar do tamanho da paz (um ambiente que seja meu templo)
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais (estar no aqui e agora, no presente, porque aqui sou feliz)


Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim (Hmm... prefiro flores e temperos, cristais e fontes pelo jardim)



Eu quero o silêncio das línguas cansadas (o sócio vai dizer que, no meu caso, é a língua cansada de tanto falar, mas ele sabe muito bem do que estamos falando, hã?)

Eu quero a esperança de óculos (SEMPRE!)
E um filho de cuca legal (já tenho...rs Olha a carinha do sujeito...rsrsrs)
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal (e também o manjericão, o alecrim, o tomilho, a salsinha)


Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal pau-a-pique e sape (sim, sim, bioconstruída é bom)
Onde eu possa plantar meus amigos,
Meus discos e livros
E nada mais...

Enfim, a minha casa no campo é mais do que uma casa construída do meu jeito, em uma cidade pequena, em um local bacana... É um estilo de vida, é a auto-expressão materializada na moradia, é uma incrível alegria misturada com paz. É o que eu quero nos meus dias e não somente em uma ocasião especial ou nas férias. E muita beleza, muitas coisas lindas... e cores... Esse é o meu desejo número 9 :-)




Tuesday, July 27, 2010

Aniversário: 3ª comemoração

Hoje, baixou a criança por aqui! :-)))

Então, nada de filosofias e profundidades... E meu desejo é desejo de criança também, criança que cresceu (um pouco...rs) e que é "cheia de querer", como diz meu irmão!


DESEJO NÚMERO 8: "Hoje vai ter uma festaaaaa..." rs

Pois é. Tenho uma reclamação a fazer com a "gerência".
Desde adolescente que eu amo festa de aniversário. Na verdade, eu amo dia de aniversário, a festa é consequência! E não amo só o meu... acho que o dia do aniversário de qualquer um é uma data sagrada. Por isso, diversas vezes eu fiz festa surpresa para amigos durante a adolescência e início da vida adulta. Por achar que nada melhor para demonstrar amor por alguém do que fazer uma festa surpresa de aniversário.

Mas nunca fizeram uma festa supresa pra mim... :-( O mais perto disso que chegou foi uma vez que o meu namorado me pegou no trabalho e me levou para uma casa de chá e, quando cheguei, lá estavam meus pais e meu irmão. Mas isso nem vale porque mãe faz festa pra gente durante a maior parte do tempo. Até hoje minha mãe faz, todo ano, a tradicional torta de coco... uma coisa dos deuses! Que eu adoro, porque não é doce demais. Se a festa é na minha casa, ela traz... Se não tem festa, mas vou na casa dela para comemorar, ela faz. Di-lí-ça!!!

Acho que festa surpresa é mesmo coisa de amigo, sei lá! Talvez isso seja consequência das escolhas que fiz: sempre tive namorado e, vocês sabem, a menina que sempre tem namorado, quase não tem amigos. Isso é um tipo de maldição, que diz que não se pode ser totalmente feliz ou algo assim. Sei que sempre tive muito poucas amigas (costumo andar em grupo de 3...rs), pelo menos aquelas amigas realmente próximas, depois tem as amigas de segundo e terceiro escalão...rs Mas nenhuma delas fez uma festa de aniversário supresa pra mim... Fazer o que?

E namorado? Marido? Piorou! Que marido faz festa surpresa pra mulher? Conhecem algum? Hã?

Então, continuo sonhando com aquela festa maravilhosa, que vai conseguir me surpreender...

Pra poder dizer "oh! o que é isso? O que é isso????" e dar muitos pulinhos sem acreditar que está acontecendo comigo!

Mas este ano não vale... Porque já preparei a festa. Supresas ficam pro ano que vem :-)

Monday, July 26, 2010

Aniversário: 4ª comemoração


Estou especialmente emotiva hoje. O interessante é que só percebi isso agora, quase na hora de ir dormir. Tenho encontrado alguns caminhos luminosos em minhas buscas interiores, pelas cavernas escuras do Eu...rs

Então, neste momento sensível, não posso deixar de me lembrar do meu filhote e de como ele está se tornando um homem... o tempo passa... E penso que vê-lo feliz é sempre um grande presente para mim, como deve ser para toda mãe.

DESEJO NÚMERO 7: "Você culpa seus pais por tudo. Isso é absurdo. São crianças como você O que você vai ser. Quando você crescer"


Por mais que existam discordâncias (e sei que o sócio é um discordante), creio que só nos transformamos em adultos de verdade depois que temos filhos. Antes disso, somos somente filhos, que se crêem as pessoas mais importantes do mundo para todas as outras pessoas. Quando temos filhos, passamos pela incrível experiência e olharmos outro ser e enxergarmos ali o milagre da criação a partir de nós e sentimos - sem um pingo de razão ou racionalização - que aquele ser merece e recebe nosso amor incondicional.

Encaro a maternidade como um ato mágico e não consigo compreender quando alguém chama o filho de "acidente de percurso". Ter filhos não deveria ser uma convenção social e/ou religiosa, mas um processo profundo de enfrentamento da morte para comunhão com a vida. Eu, que quase morri no parto, tenho a exata noção deste mistério e entrega da própria vida para que outro ser possa nascer. E, no processo pós-parto, também vivi a busca determinada pela recuperação do corpo, da energia, para poder alimentá-lo, criá-lo, vê-lo crescer.


Sempre falei que filhotes são todos lindos... Humanos ou não. Eles expressam a pureza, a beleza, a essência mais linda e espiritual dos seres vivos.


Quando falamos, espiritualmente, em renascer estamos sempre fazendo referência a este estado de plena alegria, energia e curiosidade pela vida. Como filhotes...


Interessante falar nisso no primeiro dia do novo ano do Calendário da Paz. Interessante falar nisso a 3 dias do meu aniversário, meu ano novo particular. Interessante falar nisso em um período em que todo o planeta passa por profundas transformações e o ser humano renasce, mais cheio de luz, mais consciente de si.


E pensando nisso tudo é que concluí que meu desejo número 7 para este meu novo ano que se aproxima é que meu filhote amado, que tanto orgulho me dá se encontre em termos de vocação... não digo nem "profissionalmente", porque aos 17 anos e meio eu acho uma temeridade obrigar as criaturas a escolherem aquilo em que elas vão trabalhar por toda a vida. Mas me refiro ao propósito de vida, à percepção do que nos move... Nesta fase de transição entre a infância e a vida adulta dá mesmo um tipo de "vácuo", parece que ficamos perdidos no limbo, esperando o que a vida tem a nos apresentar. Percebo isso nos olhos dele... E lembro dos meus há tantos anos... Quero muito vê-lo feliz, realizado... Tudo bem, também quero que ele se alimente melhor e largue a bestice (péssima aquisição recente) de fumar. Pronto, falei! rs Vibro nesses desejos com todo o meu coração.

Sunday, July 25, 2010

Aniversário: 5º comemoração


A comemoração do dia Fora do Tempo foi muito legal! E vim para casa pensando que um excelente desejo para este novo ano pessoal que vou iniciar é a capacidade de agradecer sempre, de confiar que sempre acontecerá o melhor para mim. Já há algum tempo que eu comecei a refletir sobre a gratidão, mas creio que ainda não atingi um "nível de excelência"...rs

DESEJO NÚMERO 6: "Eu te amo. Sinto muito. Me perdoa. Sou grata"


Sou realmente grata por tudo que sou e tenho (se é que temos algo nosso nesta vida...) Sou grata pela vida, pela minha família, por meu filho adorado e meu marido tão companheiro e amigo. Sou grata pela maravilhosa saúde que tenho e pela saúde de meus familiares, deve ser genético! :-) Sou grata por ver o mundo do jeito que vejo, ou seja, de uma forma muito mais profunda e mágica, e ao mesmo tempo ter um senso de humor sempre em dia (ah, tá... quaaaase sempre...rs)

Sou grata por poder desenvolver o trabalho com o tarot, que tanta alegria me dá, ainda mais sabendo que com isso sou facilitadora de um processo de autoconhecimento e de tomada de rédeas da própria vida. Sou grata pelos dons e habilidades que já possuo e sou grata por tantos outros que sei que ainda posso adquirir. Sou grata até mesmo pelo trabalho na escola, do qual costumo reclamar, mas que ainda assim me garante um dinheiro no final do mês e ainda a possibilidade de conviver com todos aqueles bebês fofos!!!

Enfim, sou grata por tudo que consigo perceber de tão bom em minha vida e por tudo que ainda vou descobrir. E já agradeço antecipadamente por tudo de bom que ainda vem.

Saturday, July 24, 2010

Aniversário: 6ª comemoração


Sábado... Dia em que passeei, relaxei e consegui ficar mais equilibrada com meus fantasminhas de estimação. Hoje, é o último dia do ano de acordo com o Calendário Maia e amanhã vamos comemorar o Dia Fora do Tempo, um momento de reflexão, para jogar fora tudo que não nos serve mais, especialmente os maus hábitos. Aproveitarei cada minutinho do dia! ;-)

DESEJO NÚMERO 5: "A arte de sorrir, cada vez que o mundo diz: não"



Durante muitos anos, foquei todas as minhas atividades, minha energia e meus pensamentos em coisas tidas como racionais. Usei a lógica para explicar coisas que até Deus duvida! rs E fui me esquecendo daquela menina que dançava ballet, que encenava peças de teatro para um público invisível, que desenhava e pintava tudo que via e mais ainda o que imaginava... Fui me esquecendo da mocinha que cantava em coral, em banda, no chuveiro e amava o belo... Fui me esquecendo da jovem jornalista que sonhava trabalhar em uma revista de cultura e arte...


Eu desejo que neste meu novo ano eu possa usar meus talentos e habilidades para trazer mais beleza para minha vida. Que eu aprenda novas técnicas, novas linguagens e novas formas de expressar a arte.


Que eu volte a cantar em vários momentos do dia, expressando através da voz meus sentimentos e minha alegria de viver.


E que, finalmente, eu concretize o velho sonho de escrever um livro, unindo inspiração e disciplina, na medida certa! Amém! :-)))

Friday, July 23, 2010

Aniversário: 7ª comemoração

Eu prometi para mim mesma que hoje dormiria muito cedo, para descansar bastante e compensar a noite anterior mal dormida. Ai, ai... Preciso parar de me enganar...rs De qualquer forma, sem muitas delongas... ;-)

Sempre fui uma pessoa com extrema necessidade de liberdade. Desde criança me lembro de sentir uma estranha sensação de falta de ar quando alguma pessoa ou situação me oprimia, me "botava no cantinho", como costumo dizer. Cresci assim... Mas o tempo e as experiências foram me colocando no cantinho em relação a diversos aspectos. E meu desejo de aniversário de hoje é algo bem mais complexo:

DESEJO NÚMERO 4: "Foi por medo de avião..."

Pois então... Fui uma criança bastante corajosa! Creio que meu único medo era de escuro, tirando uma fase em que fiquei meio desconfiada de cachorros...rs O tempo passou e os medos foram surgindo, medos relativos aos outros, principalmente. Nunca temi muito por mim, acho que me achava indestrutível! rs E por isso mesmo as dificuldades que surgiram quando tive que lidar com alguns probleminhas, de um ano pra cá. Não probleminhas de saúde, mas probleminhas sobre me achar totalmente destrutível...rsrsrs

Meu desejo é que eu substitua os medos pela coragem responsável e que pare de me auto-limitar, permitindo que os limites sejam cada vez mais elásticos. Essa transformação é muito desejada em especial na hora de fazer escolhas e viagens. Meu velho sonho de conhecer os países mais latinos da Europa (Espanha, Portugal, Itália, França e Grécia) continua vivo em mim, mas embarreirado pelo medo de avião. Passear mais, viajar mais, fazer coisas ousadas, voltar a ter aquela sábia coragem que tinha quando criança.

Somente depois de me libertar de tantas prisões mentais e que nem envolvem somente medos, mas também dúvidas, desconfiança de falta de merecimento, hábitos limitadores, pre-ocupações que não valem de nada, é que poderei alcançar a deliciosa sensação de liberdade que busco em todos esses anos.

Envolvida em uma imensa saudade da minha essência, meu desejo é de que haja coragem para reconhecê-la e reencontrá-la! :-)