-----Estou assim, precisando me esquentar. O frio diminuiu só um pouquinho, mas em compensação começou a chover. Há duas semanas assisto os noticiários avisando sobre o calor intenso da região sudeste e me pergunto em que região fica o Sul de Minas Gerais (qual?qual?), porque aqui anda fazendo um frio de rachar! Com exceção do período de 11 às 17 horas, quando o sol aparece e é possível andar na rua sem uma pilha de agasalhos em cima (o que é diferente de "fazer calor" e andar de vestidinho leve), o resto do tempo só sobrevivo com meias, calça comprida e pelo menos duas blusas, sendo uma de malha grossa ou lã.Friday, May 30, 2008
Hoje estou assim... (ai, que frio!!!)
-----Estou assim, precisando me esquentar. O frio diminuiu só um pouquinho, mas em compensação começou a chover. Há duas semanas assisto os noticiários avisando sobre o calor intenso da região sudeste e me pergunto em que região fica o Sul de Minas Gerais (qual?qual?), porque aqui anda fazendo um frio de rachar! Com exceção do período de 11 às 17 horas, quando o sol aparece e é possível andar na rua sem uma pilha de agasalhos em cima (o que é diferente de "fazer calor" e andar de vestidinho leve), o resto do tempo só sobrevivo com meias, calça comprida e pelo menos duas blusas, sendo uma de malha grossa ou lã.Monday, May 26, 2008
Hoje eu estou assim...ou quase...rs
-----Saí de casa meio murcha... Noite mal dormida, dor de estômago e um frio do cão (sim, porque tenho certeza que o inferno, ao contrário do que dizem, é totalmente congelado, um frio de rachar!) Cheguei no trabalho e mais frio... Fui me encolhendo até quase sumir.Monday, March 17, 2008
Lá fora e aqui dentro
Tuesday, March 11, 2008
Nosso amor é assim
-----Um só, juntinho...-----É criança e é velho, bem antigo...
-----É concreto, é de carne e osso, e ao mesmo tempo transcendente...
-----É colorido, parece passear em diversas realidades...
-----É aqui, é agora, e sempre foi...
-----É tudo, é nada, é o que se explica e o que nem quero tentar entender...
-----Tem razão de ser e ao mesmo tempo a própria razão desconhece...
-----É assim, eu e ele, nós, um só e um monte de eus...
-----É fogo e é ar, é água e é terra...
-----É algo que eu sempre desejei, sem nem ao menos saber que existia...
Desapego
-----Dezesseis dias.-----Dezesseis dias de lutas. Correria. Mudanças. Argumentações. Negociações. E a distância dolorosa do meu amor.
-----Foram várias fases: o distanciamento por ter tantas coisas novas para lidar; o prazer da solidão que há muito não vivenciava; o silêncio físico e interior; a reflexão sobre mim mesma; a reflexão sobre a relação; a angústia da distância; a alegria serena que ouvir sua voz no telefone...
-----Eu, de fato, acredito que nada nesta vida é aleatório e que existe uma razão especial para as coisas acontecerem da forma como acontecem. Portanto, seria incoerente eu afirmar que é injusta esta distância, que as coisas deveriam ter se resolvido mais rapidamente para trazê-lo de volta logo.
-----Paciência nunca foi um dom ou qualidade que se destacasse em minha personalidade. E sinto mesmo que neste momento estou como em outras vezes, sentido que o elástico chegou ao ponto de arrebentar. E, talvez, apenas talvez, seja justamente por isso que não posso deixá-lo arrebentar. Preciso superar a angústia e a ansiedade de ver logo tudo resolvido, pois então estarei realmente preparada para os bons resultados que virão. A conquista será plena: exterior e interior.
-----Dezesseis dias sem vê-lo, tocá-lo, beijá-lo. Dezesseis dias que exatamente hoje se desmoronam como o Arcano XVI. Sinto sua falta, mas sinto ainda mais o fato de não poder apalpar o dia do retorno. O vazio que há quando olho em frente é a verdadeira razão da angústia: retorno sem dia marcado, resolução de questões sem horário, encaminhamento fora do meu controle.
-----Respiro. Levanto, me movimento pela casa. Já fiz de tudo, de faxina à artesanato, de leitura à caminhadas intermináveis pelas ruas verdes do bairro. Nada supre a saudade que sinto dele, e ao mesmo tempo a sensação de plenitude em mim mesma se faz clara. Não é a falta de alguém, não é a falta de companhia, é a falta dele, que é meu par. Quando saio de dentro de mim mesma, olho em volta e percebo que poderia, posso, poderei sempre viver como ser autônomo e independente, mas que viver com ele é a parte mais verdadeira da minha existência. Não é que eu precise dele... É que sou com ele...
Saturday, March 08, 2008
Sunday, March 02, 2008
De volta ao Labirinto, mas num dia de sol :-)
-----Meditativa, porém feliz...-----Parece que a casa trocou de energia, pois JP ao acordar, do alto da sua rabugice adolescente, afirmou: "nossa, tô feliz hoje". Eu também... Estamos felizes nesta casa, sabe-se lá porque!
-----É fato que estou com minha percepção alterada há uma semana. Tempo demais para ficar "em trânsito", mas hoje aconteceu algo diferente e o distanciamento melancólico, que andava sendo alternado com agitação robótica, foi substituído pela profunda sensação de completude, apesar de ainda estar flutuando entremundos.
-----Cheguei naquele ponto silencioso interior, tão difícil de ser alcançado normalmente. E ainda assim com uma certa leveza, uma graça de fada, como uma brisa morna num dia de sol.
Saturday, March 01, 2008
De volta pra escola...
-----Pra não dizer que só vou elogiar, tá bom! Achei um defeito! A secretaria não tem janela, então, realmente fica um ambiente meio escuro e sem ventilação, a porta precisa ficar aberta o tempo todo, o que tb não é legal porque permite entra e sai de gente em um local onde estão todos os documentos da escola, além de deixar o secretário meio exposto. Pronto! Achei um defeito! rs Pelo que me falaram, o problema é que o prédio é alugado e o dono é um chato de galocha, que não deixa fazer reformas.
-----Está sendo muito interessante "pensar a escola" e não somente trabalhar nela. Eu, como jornalista, sempre achei muito limitado trabalhar em secretaria de escola. Da outra vez em que trabalhei foi mesmo por necessidade e não por gosto, até que percebi que tenho uma tremenda facilidade para serviço burocrático e que o ambiente escolar me agrada muito. Meus três planetinhas em virgem servem para alguma coisa! Que bom! :-)
-----Agora, estão surgindo outras oportunidades para serem pensadas. A primeira delas é o curso de pós-graduação em gestão escolar, que a prefeitura vai oferecer para professores e pessoal administrativo que forem efetivos e tiverem curso superior: me encaixo nessa! Fazendo essa pós, estarei habilitada a concorrer a eleição de diretora ou vice das escolas do município.
-----Também fiquei sabendo de uma pós em Libras que está disponível numa faculdade aqui da cidade e me encantou muito, mas muito mesmo esta idéia. Desde criança que sonho aprender a linguagem dos sinais e é muito estranho para uma pessoa como eu - profissional de comunicação e que fala pra caramba - imaginar a vida de uma criatura que não fala...rs O interessante é que com a política de inclusão, os profssionais pós graduados em Libras ganham um espaço bom nas escolas. No caso da cidade onde moro a coisa pode ir mais além... Como é um pólo turístico e com hotéis que recebem também convenções, encontros e seminários empresariais, um intérprete em Libras pode ser um prestador de serviço necessário.
-----E lá estou eu seguindo um rumo totalmente novo, diferente! O jornalismo dá tchauzinho de longe, apesar de a comunicação ser algo impregnado em minha alma!!!! rs
-----Vamos ver onde vou parar dessa vez... de preferência não vou parar!:-)))
Tuesday, February 26, 2008
Só para ter certeza...
-----O homem das mil faces na minha versão preferida: sabor Chocolate!-----Só para refrescar a memória...
-----Agora sim... Pés no chão e cabeça erguida! Posso não ser deste mundo, mas estou nele.
-----Bem concreta ;-)
Tentando me auto-resgatar do Labirinto...rs
-----Só mesmo usando a terapia do Don Juan, com doses maciças de música caliente e Johnny Depp. Coisa boa pra trazer a gente pro concreto! rsrsrs-----Uma palhinha.
No labirinto...sem o fauno...
-----Hoje, tive meus 15 minutos de Labirinto do Fauno. Este talvez tenha sido o filme com o qual mais me identifiquei nos últimos tempos.-----E hoje aconteceu de novo... A mesma sensação que tive quando vi o filme pela primeira vez. Uma saudade de algo que nunca vivi, uma sensação de inadequação... Fui tomada por um sentimento inexplicável, nem mau nem bom, que me fez andar pelas ruas tranqüilas, com lágrimas escorrendo por trás dos óculos escuros.
-----Desde as minhas lembranças mais antigas que tenho a sensação de que um dia vou voltar pra casa... para o meu mundo... para ficar junto daqueles que são como eu... Isso aos 5 anos é bonitinho... aos 15 é rebelde... aos 40 é ridículo...rs
-----Sei lá...
Eu quero! :-)

Se você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser...
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer...
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque...
E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você...
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
Os seus braços o meu ninho no silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois.
Monday, January 07, 2008
Beija-flor que trouxe o meu amor...
-----Porque saudade é um trem que vai e vem, silenciosamente.
-----E amor é como estar bem, a gente repara mais quando não está.
-----Mesmo eu, que canso de dizer
-----Te amo, te amo e mais
-----Percebo o quanto é esse mais
-----Quando estou sem você
-----Foto tirada da varanda do nosso quarto.
Wednesday, January 02, 2008
Todas Elas juntas Num Só Ser (Lenine)

Não canto mais Babete nem Domingas
Nem Xica nem Tereza, de Ben jor;
Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;
Nem Ana nem Luiza, do maior;
Já não homenageio Januária,
Joana, Ana, Bárbara, de Chico;
Nem Yoko, a nipônica de Lennon;
Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;
Nem a tigreza nem a vera gata
Nem a branquinha, de Caetano;
Nem mesmoa linda flor de Luiz Gonzaga,
Rosinha, do sertão pernambucano;
Nem Risoflora, a flor de Chico Science,
Nenhuma continua nos meus planos.
Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;
Nem Anna Júlia do Los Hermanos.
Só você,
Hoje eu canto só você;
Só você,
Que eu quero porque quero, por querer.
Não canto de Melô pérola negra;
De Brown e Hebert, uma brasileira;
De Ari, nem a baiana nem Maria,
Nem a Iaiá também, nem minha faceira;
De Dorival, nem Dora nem Marina
Nem a morena de Itapoã;
Divina garota de Ipanema,
Nem Iracema, de Adoniran.
De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;
De Michael Jackson, nem a Billie Jean;
De Jimi Hendrix, nem a doce Angel;
Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;
Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,
Das doze deusas de Edu e Chico;
Até das trinta Leilas de Donato,
E de Layla, de Clapton, eu abdico.
Só você,
Canto e toco só você;
Só você,
Que nem você ninguém mais pode haver.
Nem a namoradinha de um amigo
E nem a amada amante de Roberto;
E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul;
Nem Isabel - Bebel - de João Gilberto;
E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg;
Nem, de Totó, na malafemmená;
Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho;
Nem a mulata mulatinha de Lalá;
E nem a carioca de Vinícius
E nem a tropicana de Alceu
E nem a escurinha de Geraldo
E nem a pastorinha de Noel
E nem a namorada de Carlinhos
E nem a superstar do Tremendão
E nem a malaguenha de Lecuona
E nem a popozuda do Tigrão
Só você,
Hoje elejo e elogio só você,
Só você,
Que nem você não há nem quem nem quê.
De Haroldo Lobo com Wilson Batista,
De Mário Lago e Ataulfo Alves,
Não canto nem Emília nem Amélia,
Nenhuma tem meus vivas! E meus salves!
E nem Angie, do stone Mick Jagger;
E nem Roxanne, de Sting, do Police;
E nem a mina do mamona Dinho
E nem as mina – pá! - do mano Xiz!
Loira de Hervê e loira do É O Tchan,
Lôra de Gabriel, o Pensador;
Laura de Mercer, Laura de Braguinha,
Laura de Daniel, o trovador;
Ana do Rei e Ana de Djavan,
Ana do outro rei, o do baião
Nenhuma delas hoje cantarei:
Só outra reina no meu coração.
Só você,
Rainha aqui é só você,
Só você,
A musa dentre as musas de A a Z.
Se um dia me surgisse uma moça
Dessas que com seus dotes e seus dons,
Inspira parte dos compositores
Na arte das palavras e dos sons,
Tal como Madallene, de Jacques Brel,
Ou como Madalena, de Martinho;
Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry,
E a manequim do tímido Paulinho;
Ou como, de Caymmi, a moça prosa
E a musa inspiradora Doralice;
Se me surgisse uma moça dessas.
Confesso que eu talvez não resistisse;
Mas, veja bem, meu bem, minha querida;
Isso seria só por uma vez,
Uma vez só em toda a minha vida!
Ou talvez duas... mas não mais que três...
Só você...
Mais que tudo é só você;
Só você...
As coisas mais queridas você é:
Você pra mim é o sol da minha noite;
É como a rosa, luz de Pixinguinha;
É como a estrela pura aparecida,
A estrela a refulgir, do Poetinha;
Você, ó flor, é como a nuvem calma
No céu da alma de Luiz Vieira;
Você é como a luz do sol da vida
De Steve Wonder, ó minha parceira.
Você é pra mim e o meu amor,
Crescendo como mato em campos vastos,
Mais que a gatinha para Erasmo Carlos;
Mais que a cigana pra Ronaldo bastos;
Mais que a divina dama pra Cartola;
Que a domna pra Ventadorn, Bernart;
Que a honey baby pra Waly Salomão
E a funny valentine pra Lorenz Hart.
Só você,
Mais que tudo e todas, é só você;
Só você,
Que é todas elas juntas num só ser.
Thursday, November 15, 2007
Da janela lateral do quarto de dormir
---É muito bom poder acordar, a cada dia, com expectativas novas, com tempo para ser administrado de acordo com as minhas prioridades e não com as ordens do patrão. É prazeroso aproveitar o final de tarde para fotografar todos os céus e todas as nuvens disponíveis, nos mais variados tons. É reconfortante poder ficar do lado de dentro de casa, o lado quentinho, olhando a chuva bater na vidraça com a violência típica das tempestades de verão (que neste ano resolveram chegar na primavera). Não tem preço a possibilidade de ficar tão próxima da família, podendo conversar, brincar, cuidar das pessoas que amo. É divertido fazer comidinhas gostosas e ficar esperando o momento da primeira garfada, a hora em que o Fê faz aquela cara de "pára o mundo agora, só pra eu sentir este sabor!" É gostoso preparar um jantar surpresa para que o filhote pergunte: "o que está acontecendo? Pra que isto tudo?", apontando a mesa arrumada e as velas acesas.
---Procuro aproveitar cada um desses momentos, sem a ansiedade do apego, sem aquela angústia de contar dias, semanas, meses, sabendo que daqui a pouco serei chamada e terei que fazer parte, novamente, da massa que segue, como robôs, a caminho do trabalho todo dia de manhã (e ainda agradece a Deus por ter um emprego, afinal, quanta gente por aí desempregada). Eu não faço parte deste mundo, não faço parte da mediocridade, não faço parte da cultura robótica. Não sou cega. Não morri. E fico mesmo assustada ao observar a forma com que as pessoas vivem e acreditam, de verdade, que não há outro jeito.
---Estamos aprisionados, escravizados, condicionados. Realmente acreditamos que para viver é preciso entregar a alma junto com a carteira de trabalho e nem ao menos percebemos que, ainda assim, mesmo abrindo mão do tempo para ficar com quem amamos, tempo para aprender mais, tempo para cuidar da saúde e do bem-estar, o máximo que conseguimos é sobreviver, não viver.
---E, sinceramente, não sei o que é pior: viver assim e achar normal ou despertar.
---Quero ser livre. Ninguém perguntou como eu queria viver. Ninguém quis saber quem eu sou, o que quero da vida ou quais são meus sonhos. Como dizia Don Juan: não honro acordos dos quais não participei.
Tuesday, October 30, 2007
Sunday, October 21, 2007
Quantas máscaras teremos que usar para chegar onde tudo começou?
---Quantas camadas devem existir entre a coisa mais parecida com nossa essência e o que mostramos por aí? Sempre que remexo o baú das lembranças, sempre que me disponho a olhar de frente para minha forma de sentir e pensar, fico perplexa!Existem máscaras e máscaras e máscaras sem fim...---O processo de desarmamento interno é duro, doloroso. O processo de se entregar ao outro, sem medo, sem "plano B" então... nem se fala! Um longo aprendizado!
---Depois da experiência de ontem, do sonhar da madrugada e da leitura de hoje concluo o óbvio: a mudança está sempre em nós. Não há como mudar o outro diretamente. Não temos o direito e nem o poder de mexer no outro, em suas crenças, sentimentos e decisões. Mas podemos olhar para dentro, modificar nossos próprios padrões de comportamento e pensamento. Podemos focar naquilo que queremos para a nossa vida. É verdade, não é lenda: o mundo muda se você muda.
---Acredito mais nisso a cada dia! Não como uma forma de crença aleatória... Acredito porque tenho testado e colhido os resultados. O mundo é misterioso... E ficamos insistindo em receber respostas racionais e lógicas em relação aos processos que nos cercam. Acontece que ainda não conseguimos explicar as nossas próprias ações e emoções, como poderemos explicar algo que sai do nosso corpo-limite?
---O ser humano repete sem parar os caminhos já conhecidos-percorridos. Sua dependência de coisas conhecidas é tão doentia que ele prefere repetir o que traz dor (ao menos é uma dor conhecida) do que arriscar no novo, que pode trazer alegria e contentamento. Que segurança é esta que buscamos?
---Não queremos ser manipulados, mas queremos determinar exatamente de que forma as coisas acontecerão. Não queremos que nos dêem ordens, mas queremos ordenar exatamente o grau de importância de sentimentos, conceitos e outras coisas abstratas para que eles recebam maior ou menor atenção em nossa vida corrida.
---Ao invés de ficar brigando com tudo e todos, prefiro ser a Senhora do meu próprio Reino Interior. Neste lugar eu poderei retirar todas as máscaras, as camadas de mágoas e ressentimentos, as frustrações que tiram o brilho dos olhos, as decepções que nos afastam do amor, a dor que leva à letargia... Então, magicamente, a transformação virá. E haverá um tempo em que não mais saberei onde termina meu Reino e onde começa o mundo (chamado) real. E ao invés disso ter o nome de loucura, insanidade... isto será lucidez... sábia lucidez...
---(Obrigada, Lilia, que tem me mostrado as placas indicativas no caminho da lucidez)
Saturday, October 06, 2007
Vincent (Don Mclean)
"Estrelada, noite estrelada
Pinte sua paleta azul e cinza
Olhe ao redor em um dia de verão
Com olhos que conhecem a escuridão em minha alma
Sombras nas colinas
Rabisque árvores e narcisos
Pegue a brisa e o frio do inverno
Em cores das plantações de algodão cobertas pela neve
Agora eu entendo
O que você tentou me dizer
E o quanto você sofreu pela sua lucidez
E como você tentou libertá-los
Eles não ouviriam
Não sabiam como
Talvez agora ouçam
Estrelada, noite estrelada
Flores flamejantes que resplandecem
Nuvens rodopiando em um nevoeiro violeta
Refletem nos olhos azuis porcelana de Vincent
Cores mudam de tonalidade
Campos matinais de grãos ambarinos
Rostos marcados pelo tempo alinhados em dor
São suavizados pelas mãos amorosas do artista
Agora eu entendo
O que você tentou me dizer
E o quanto você sofreu pela sua lucidez
E como você tentou libertá-los
Eles não ouviriam
Não sabiam como
Talvez agora ouçam
Pois eles não conseguiam te amar
Mas mesmo assim seu amor era verdadeiro
E quando não havia mais esperança naquele estrelada, noite estrelada
Você tirou sua vida como normalmente fazem os amantes
Mas eu poderia ter-lhe dito, Vincent
Esse mundo não foi feito para alguém tão bonito como você
Estrelada, noite estrelada
Retratos pendurados em salas vazias
Desmoldurados em paredes anônimas
Com olhos que observam o mundo e não conseguem esquecer
Como aqueles estranhos que você conheceu
Homens esfarrapados, em roupas esfarrapadas
O espinho prateado da rosa ensangüentada
Estende-se esmagado e quebrado na neve virgem
Agora acho que entendo
O que você tentou me dizer
E o quanto você sofreu pela sua lucidez
E como você tentou libertá-los
Eles não ouviriam
Ainda não ouvem
Talvez nunca ouvirão"
Monday, October 01, 2007
A Língua do P
---Não existe destino e nem fatalidade, afirmam alguns... No entanto, percebo que certos questionamentos e certas situações parecem dar voltinhas durante algum tempo, para depois retornarem ao centro da nossa testa, também chamado de ajna ou o chakra da visão, ou seja, retornam ao mesmo lugar de onde - parece - nunca saíram, o nosso foco, a nossa atenção.---





