Thursday, January 07, 2010

Estamos de mudança!


Não, o blog não vai mudar de endereço! E nem eu de casa! Mas é que nos últimos dias dei um sumiço geral em função de uma mudança dentro de casa: a troca de espaço do escritório e do quarto do filhote.

Antes o filhote ocupava um quarto grandão, mas como ele está morando com o pai, resolvi negociar a troca: passar o quarto dele para o quarto-escritório, que é menor e ainda ganhar uma beliche de bônus! Ele gostou da idéia!:-)

Agora estamos tendo que lidar com centenas (milhares?) de tranqueiras que foram guardadas no decorrer dos anos e que nem sabemos mais a utilidade, se é que tiveram utilidade algum dia! Quando a mudança for concluída, eu mostro aqui como ficou!

3 comments:

Flora Maria said...

Ora, ora, ora, bons ventos de Ano Novo !!!

Vai ficar mais espaçoso e ainda ganha uma bela varanda com vista !
Estou curiosa para ver a mudança.

Até levei um susto quando vi o título e vim correndo ver o que tinha acontecido !

Beijo

Laély said...

Já abriu o ano com mudanças!
Tô precisando fazer umas, aqui em casa. Uma delas, é preparar um cantinho craft.
Cláudia, me identifiquei com a sua história, apesar de meu irmão e eu, sermos quase da mesma idade. Éramos tão opostos, que parecíamos ter vindo de mundos diferentes. A disputa era acirrada.
Tá bom: hoje ele já "virou gente", apesar das nossas diferenças, mas estamos separados por muitos 1000Kms de distância, o que dificultou a nossa reaproximação.
Acho que as meninas têm uma tendência a serem mais dóceis e acabar aceitando algo que não gostam, só pra não criar mais problema.
Enrendo bem essa história de "condescendência materna", porque sou "acusada" frequentemente disso...rsrs
Quanto a ter se casado cedo, para ter mais privacidade, acho que ganhei de você: casei-me aos 19. Será que preciso de terapia para superar isso?...Vamos ter de frequentar uma, em grupo. rsrs

Cláudia Mello said...

Oi, mãe!

Pois é... Ainda estamos arrumando coisas até agora, mas está tudo dentro do razoável. O JP já está usando a beliche dele, feliz da vida! (tirando o fato de ter levado um tombo de skate ontem e estar todo ralado... Pensei que aos 17 isso já não seria mais um risco...rsrsrs)

Oi, La!

Outro dia visitei uma família que mora em um lugar chamado "Mato Dentro", aqui próximo de São Lourenço. O local é lindo! super-visual! Uma espécie de "condomínio rural". E a mãe da família (que tem 3 filhas de 16, 18 e 20 anos) estava me explicando algo muito interessante sobre os filhos.

Segundo ela, o primogênito é "eu sei", o caçula é "eu quero" e se houver o do meio (ou os do meio) ele é "eu sinto". Fiz uma rápida puxada pela memória, de várias famílias que conheci e dei meu aval à teoria: perfeito!

É claro que isso não é algo aleatório, porque a criança quer, mas tem a ver diretamente com a relação com os pais: do mais velho sempre se exige mais, sempre se quer responsabilidade, seriedade, em alguns casos o objetivo é que ele seja igual ao pai ou mãe, em outros a coisa é mais complexa: ele tem que ser o que o pai ou a mãe não conseguiu ser. Então ele tem que saber tudo, portanto, "eu sei".

O filho caçula é aquele que vem para aproveitar e deitar em berço esplêndido, após a trilha que os outros irmãos foram abrindo com sacrifício. Normalmente, ele se faz de bobo, problemático, dependente (ou ele se faz ou os pais o fazem). Frequentemente, é sonso...rs Então, junto com isso, os pais estão mais velhos, mais preocupados e medrosos, ou totalmente sem paciência, então o espertinho consegue o que quer com muito menos sacrifício. Por isso, "eu quero".

O filho do meio, coitado, fica naquela situação desconfortável: ele nem é o orgulho da família (como o mais velho se vê obrigado a ser) e nem o bebezinho da família (como o mais novo aprende a ser). Então, ele só tem uma saída: ele precisa ser diferente! Namorei um cara que era o do meio de 3 irmãos (o mais velho era o gênio e o caçula o bonitão), pois bem, ele era o esperto...rsrsrs Era um sedutor e mimava a mãe de uma forma que deixava Édipo corado (e eu furiosa! rsrsrs) Se o filho do meio não encontra uma saída dessas ele acaba virando uma criatura meio deprê, sensível no mau sentido. De ambas as formas, seja aquele que tem o "feeling" para se dar bem ou o que chora no canto sozinho, ele acaba sendo sempre o "eu sinto".

Vivendo e aprendendo...rs

beijo!