Wednesday, April 22, 2009

O Comprador de Sonhos

Hoje fui brindada com um conto mágico (e tão necessário neste momento!). Ao chegar no trabalho, a Dani me mostrou... Ela que é contadora de histórias profissional acertou em cheio no conto pra me curar... Espero que vocês gostem!Era uma vez no México um índio, camponês sem terra, pastor sem ovelhas... o que fazia dele um peão.

Um peão é pobre no começo e mais pobre no final, quando a força para trabalhar o abandona...


As pessoas de sua aldeia tinham terras...mas de que serve uma terra onde nada cresce?

E para não morrer de fome, o índio, desceu a “sierra mexicana” em busca de trabalho como peão numa plantação de cacau.

Durante três anos ele cuidou das árvores e colheu seus frutos... mas não era feliz... tinha saudades de sua “sierra.”

Para enfrentar seu destino sonhava com o dia em que finalmente voltaria levando consigo uma mala enorme cheia de presentes...e todos gritariam: “ele voltou...ele voltou...” E todos estariam muito felizes. Ele tinha tanta vontade de ser feliz!

Ao final de três longos anos, ele decidiu que era hora de voltar. Recebeu seu salário. Não compreendia muito bem as contas que o capataz fazia... “_Por três anos de trabalho receberá... aluguel e comida a descontar...perda de uma machadinha a descontar... por sua negligencia, dez árvores produziram menos...a descontar...eis, então, seu ganho: três moedas de cobre. O próximo!”

O índio se afastou lentamente... em sua mão apenas três moedinhas de cobre. Era tudo!

À noitinha chegou à pequena cidade mais próxima. Era alegre, movimentada...as pessoas pareciam felizes. As lojas cheias de coisas maravilhosas...mas caras. Porém, ao passar por uma vitrine de uma loja de doces, ficou deslumbrado. Havia flores, de todas as cores, de açúcar impressionantemente lindas. Uma moeda de cobre...que custava cada uma. Comprou uma charmosa rosa vermelha para presentear Panchita a índia mais linda da aldeia. Agora, com apenas duas moedas comeria pouco, e pronto!

Pouco a pouco a cidade foi adormecendo...estava cansado e sentia muita fome, mas preferiu deixar para comer no dia seguinte antes de se colocar a caminho de casa.

Foi até a uma fonte pública e bebeu muita água para distrair o estômago... já satisfeito percebeu um homem quase sem forças com uma tigela na mão tentando pegar água. Parecia muito doente. Então, o índio pega a tigela e ajuda o homem a beber a água, como se fosse uma criança...O homem estava tão fraco que era incapaz de segurar a própria tigela e o índio sabia bem do que é que ele sofria...

O índio, então correu até um vendedor de tortilhas e pediu uma porção bem farta e pagou com uma moeda de broze... ofereceu a tortilha ao homem que comeu lentamente apreciando cada mordida.

O homem, então agradeceu e ofereceu um presente, um pequeno saco:__É para você...A felicidade, talvez...mas eu não sei.Eram sementes redondas e amarelas, da cor do ouro. O índio aceitou e foi embora a procura de um lugar para dormir.Já amanhecerá na porta de um albergue. De dentro vinha um delicioso cheiro de tortilhas. O índio entrou e pediu uma para matar sua fome antes de seguir viagem...

Enquanto esperava, um homem descia pelas escadas e disse:

__Chica, traga-me rápido a comida e eu lhe contarei um belo sonho...

__Sonhei que uma deusa de cabelos longos e negros com a noite...era minha esposa. Nós morávamos bem no meio de uma floresta de ouro... aquele que colhesse um galho de ouro na floresta estaria livre da fome. Neste lugar todos eram felizes e vinham à nossa floresta e colhiam braçadas de galhos de ouro e partilhavam uns com os outros toda essa riqueza e felicidade. E eu olhava toda aquela gente e me sentia ainda mais feliz... Não é belo o meu sonho?

O índio ficou impressionado e pensou: “este homem parece ter sorte e tem tudo o que quer, não precisa de um sonho para ser feliz. Se eu gastar minha última moeda com comida, amanhã ainda terei fome. Mas, se eu comprar esse sonho, serei feliz amanhã, e depois, e depois...”

Então, aproximou-se do homem e disse:

__Quero comprar o seu sonho.O homem ficou assustado e começou a rir.

__O que? Você quer comprar o meu sonho? Mas para que ele poderá lhe servir?

__Ele me servirá para me fazer feliz. Aqui está o dinheiro.O índio colocou sua última moeda sobre a mesa; o homem não podia acreditar.

__Uma moeda? É pouco, mas ainda é muito para pagar um sonho. Guarde seu dinheiro eu lhe dou o sonho.

__Não estou mendigando, Quero comprar o seu sonho.

Vendo que o índio falava com seriedade e convicção, vendeu-lhe o sonho por uma moeda de cobre.

O índio saiu do albergue feliz por ter comprado um bonito sonho e já pegava o caminho quando Chica veio correndo ao seu encontro.

__Você vai para “Sierra”? Eu queria que passasse por Achulco, a aldeia onde mora minha mãe.

__E o que você quer que eu diga a ela?

__Conte a ela seu sonho. Minha mãe é sozinha e triste. Ela ficará feliz com seu bonito sonho.

__Mas, eu não sei contar história...

__Mas é o seu sonho! Quem poderia conta-lo melhor?Ela então, entregou-lhe uma sacola com tortilhas, pão, tomates e pimenta.

__Tome! Este é meu presente para sua viagem.Ele não pode negar o pedido e logo, à tarde chegou ao vilarejo e procurou pela mulher. Curiosos lhe seguiram até a porta da mãe de Chica, queriam saber das novidades. Logo a sala da casa estava cheia, e a mãe de Chica pediu silêncio.

__ Este rapaz teve um sonho magnífico e minha filha o mandou aqui para que me contasse. Cada palavra pronunciada é a palavra da verdade. Chica é testemunha.

Então, ele contou seu sonho e era realmente lindo e encantou a todos do vilarejo.Pela manhã, estava de partida quando um homem veio procura-lo.

__Minha mulher e filhos moram num vilarejo que fica a um dia de caminhada daqui. Se você for passar por lá, poderia contar-lhes seu sonho?

O índio consentiu e o homem decidiu segui-lo par ouvir mais uma vez o seu sonho. E a notícia corria de boca em boca... e por varias vezes se desviou de sua rota par contar seu sonho por encomenda de alguém. Mas fazer o que? Só um louco se recusaria a dar alegria aos outros.

Até que um dia, finalmente chegou em seu vilarejo. Logo na entrada, viu um bela jovem de cabelos longos e negros com a noite, era Panchita. Seu coração palpitou forte e disse:

__Panchita, trouxe-lhe um presente. E lhe entregou a delicada rosa de açúcar vermelha.

Todos estavam felizes com sua volta. E à noite, em torno da fogueira, ele contou seu sonho a todos e mostrou as sementes de ouro que havia ganhado e uma senhora idosa aproximou-se e examinou-as e disse:

__É um grão d’ixium, o milho. Mas esta felicidade não é para nós...jamais brotará em nossas terras áridas.

__Mas vamos plantá-las... junto com meu sonho.

E numa bela manhã de outono, o índio correu até os campos e pode ver seu lindo sonho...lá havia uma bela floresta: o milho amadurecera e, de tão bonito, de tão maduro, parecia de ouro. E no meio daquela floresta dourada, Panchita dançava com os cabelos soltos ao vento, cabelos longos e negros como a noite...e, de tão bela, parecia uma deusa!



* Tradução e reconto Gislayne Avelar Matos

Sunday, April 19, 2009

Mas não são lindos???

Gente, eu poderia até cantar para os tecidos: "demorei muito pra te encontrar, agora eu quero só você..." Porque olha demorou! Por aqui na terra das águas não encontrava tecido 100% algodão com estampas lindonas para fazer minhas artesanices. O preço ainda não é dos melhores (12,90), sei que em São Paulo ou no Rio tem promoções legais por 8,90 o metro, mas para quem não tinha estas bonitezas nem a preço de ouro, está ótimo!

Tudo isso para usar na coisa fofa aí embaixo, maquininha linda que me dei de presente, já devidamente maquiada e com acessórios. Agora, que já tenho máquina e tecidos, só falta aprender a costurar...rs

Friday, April 17, 2009

Meio velhinha, meio mocinha

Assim eu sou...
Uma xícara de chá e uma agenda cheia de frescuretes.
O descanso da xícara de chá foi presente da minha amiga e super-crafter Micheline
A agenda é o máximo e eu já colei uma listagem com as lunações até o mês de agosto, para saber dias certos de fazer feitiços! ;-)

Thursday, April 16, 2009

Pés Espiritualmente Transmutados

Fala sério...
Havaianas violeta! :-)
Cor da espiritualidade, da transmutação e aquilo tudo mais.
Ganhei no Natal mas só agora lembrei de mostrar aqui.
Ah, sim... Pezinhos 33/34 de Cinderela ;-)

Tuesday, April 14, 2009

Páscoa Indiana


E aí o marido vem e tira uma foto da gente toda mal ajambrada (isso é coisa da minha avó...rs), de lenço no cabelo, fazendo samosa para o almoço de Páscoa... É, fazer o que? O amor é lindo, né? E cego! Hahahahahahah!
Aproveito para comentar alguns detalhes da foto: ao fundo, encostado no móvel, um cacho de banana enoooorme tirado do quintal; em cima do móvel, em cima do filtro de barro (não me perguntem porque) o marido colocou o vaso de Espada de São Jorge e em cima da geladeira uma quantidade absurda de pães que vão virar pudim amanhã mesmo!
Receita de Samosa? Vamos lá...

500 g de farinha de trigo
1 colher de sopa rasa de sal
1 colher de café de cominho moído
3 colheres de chá de curry
Misture bem isso tudo e depois acrescente
200 ml de água morna
4 colheres de sopa de óleo

Amasse beeeem e depois deixe a massa descansar por 40 minutos. Recheie com legumes ou soja refogadinha, monte os pasteizinhos, salpique com farinha e coloque em uma forma (também salpicada de farinha). Coloque para assar, mas fique de olho no forno. Se for "violento" que nem o meu, rapidinho fica pronto!

Hare Krishna, Hare, Hare! ;-)

Saturday, April 11, 2009

Andei fazendo arte por aqui...


Uma cortina de voil entre a sala e o corredor...

Bem básica... Nada de mais! O interessante é o acabamento queimando as beiradinhas na vela e os recortes costurados com zig-zag em formato de folhas estilizadas. Na foto não dá para ver muito bem, mas o efeito ficou interessante.

Tuesday, March 31, 2009

Promessa é dívida!


Então, como prometi ao querido maridinho um "bolo com recheio" e como não consigo ficar fazendo sempre a mesma coisa, resolvi inventar um pouco...

Sabe aquela receita que já passei? Do bolo base que vira qualquer coisa? Basta ir mudando o sabor? Então... Fiz a receita na versão chocolate e na hora de fazer o creme para recheio e cobertura optei pelo óbvio - leite condensado - nem tão óbvio: cozido com canela e um tiquinho de (mas bem pouco mesmo, senão não fica bom) de qualquer bebida alcoólica. Aqui, por exemplo,(olha que horror) eu peguei as "raspas", gotas praticamente, de uma garrafa de licor de damasco e outra de uma cachaça da roça, mineira. Como não somos de beber, ficam os restinhos no fundo das garrafas lá no fundo do armário por meses, ano talvez, e ninguém repara...rs

O resultado é esta belezura que vocês estão vendo! E olha... Ficou gostoso, viu? Hmmmm...

Friday, March 20, 2009

Proibida pra mim - Zeca Baleiro



Eu já gostava da música cantada pelo charlie brown jr, mas com o Zeca ficou tão mais doce... Menos rebelde... E os anos passam e parece que a alma vai amargando e sentimos uma estranha necessidade de "glicose cultural". Lembro de um tempo em que a frase que mais me impactava e mexia comigo era "eu vou roubar essa mulher pra mim". Hoje em dia, não há nada mais perfeito do que "se não eu, quem vai fazer você feliz?"

Thursday, March 19, 2009

Samba do Approach



Gente... Numa quinta-feira ensolarada e cheia de bom-humor, nada melhor do que este sambinha com estes dois figuraças! rs

Wednesday, March 18, 2009

Quase Nada - Zeca Baleiro




Falar algo do tipo: "esta é a minha preferida" é até bobagem quando o assunto é Zeca Baleiro. Todas são minhas preferidas. Mas esta música me traz uma sensação corporal-perceptiva muito interessante. Difícil mesmo é escolher quais músicas dele vou postar aqui, e afinal faltam só 4 dias/4 músicas.

Tuesday, March 17, 2009

Bicho de 7 Cabeças -Zeca Baleiro



Aqui, o meu aspecto multidimensional masculino Zeca Baleiro transforma uma obra de arte do Geraldo Azevedo em algo ainda mais precioso. O cara é bom mesmo! Para quem viu o filme de mesmo nome, a música pega pesado... E para quem consegue uma gravação (como a que eu tenho em mp3) com solos de violão magníficos, é de esquecer ou ignorar o espaço-tempo.

Monday, March 16, 2009

Nalgum Lugar - Zeca Baleiro




Poema: E.E. Cummings - Tradução: Augusto de Campos - Música: Zeca Baleiro
A primeira vez em que ouvi essa música, fechadinha dentro do MP3 e dos óculos escuros, chorei diante de tanta beleza... tanta poesia e sensibilidade. Tenho descoberto que o MP3 é o melhor amigo da mulher, talvez seja a única criatura que fala sem parar no nosso ouvido e nem temos vontade de responder... queremos só fazer coro, concordando com a cabeça...rs
Algo tem se processado em mim e músicas como esta têm me ajudado a absorver, sem brigar ou questionar racionalmente. Mais mudanças vêm por aí... Agora sem freio, sem controle... Pois não sou mais eu no comando, se é que em algum dia eu estive no comando. Uma outra Cláudia nasceu dia desses... muito mais inteira, plena, corajosa e intensa. E o restinho do antigo eu que ainda habita este corpo já se vai... Adeus.

Wednesday, March 11, 2009

Bebês anunciam novidades...


Meu sobrinho/sobrinha em processo de "fabricação" e agora mais esta: uma mamãe beija-flor resolve fazer seu ninho numa folha da amoreira. A foto não está das melhores porque é preciso colocar a máquina no zoom (senão espanta a mamãe do ninho) e o local é meio escuro. Mas dá pra ver o quanto é mágico e como os dias por aqui estão cada vez mais repletos de encantamento... Alimento para a alma e descanso para minha cabeça sempre tão cheia de falação e questionamentos...

Os bebês sempre anunciam novidades... O que virá por aí?

Thursday, March 05, 2009

Viagem ao Vale do Matutu - Parte 2





Mais fotos...

De baixo para cima de novo...

Foto 1: Mandala feita de pedras e plantas com um Buda ao centro...O jardim da pousada é todo assim, cheio de cantinhos e detalhes. Lindo! Aliás, a pousada (apesar de eu não ganhar comissão por isso...rs) chama-se: Mandala das Águas.

Foto 2: Uma das entradas da pousada

Foto 3: Cachoeiras de mamãe Oxum... Esta daí é chamada de Poço das Fadas. Adivinhem porque eu quis ir lá? rs

Foto 4: Lírios de mamãe Oxum... Tinha muuuuuuitos pelo jardim. Acho que a pousada foi feita pra mim mesmo...rs

Foto 5: Um dos vários cantinhos lindos da pousada. Este no restaurante, onde saboreamos comida saudável, cheia de temperos e delicadezas.

Viagem ao Vale do Matutu - Parte 1





Ai, ai... Que saudade...

Vamos lá... Legendando as fotos (para o alto e avante!rs):

Foto 1: Saída de Aiuruoca para o Matutu, com as plaquinhas das delícias que temos pelo caminho

Foto 2: o visual maravilhoso que mistura verde e azul

Foto 3: o quarto da pousada... uma coisinha mais linda e fofa

Foto 4: a vista da janela do quarto em que ficamos

Foto 5: de novo, a mesma vista, mas com zoom nas cachoeiras que se chamam Três Marias (por razões óbvias...rs)

Tuesday, March 03, 2009

Os dias passam e eu continuo assim...

Foram dois dias no Vale do Matutu (fotos em breve!) e continuo com uma parte de mim vertendo, como as cachoeiras, montanha abaixo. Incrível como a percepção muda diante do novo e diante da enorme quantidade de energia - divina, pura! - que existe na Natureza.

Tenho rido muito com a questão do tálamo ser um grande vilão do nosso cérebro. Ele é o responsável por nos acostumarmos com as coisas, perdermos o sentido de novidade, aquele êxtase diante do novo, da primeira experiência. Como tenho dito o tálamo é o maior inimigo do casamento. E também, porque não dizer, da felicidade.

Agora, vez por outra, em meio as minhas "habitualidades", tenho retornado ao olhar perplexo que se encanta com a nova experiência. O olhar de criança que começa a conhecer um mundo tão vasto de cores, sabores, aromas, movimentos, texturas... Estar de peito aberto à imensidão do Todo e sentir em cada célula a vida pulsando. Isso é muito bom!

Hoje ainda estou assim...

Saturday, February 21, 2009

Carnavalesca que só ela...rs


Pois então... Chegou o Carnaval! Trago comigo lembranças no mínimo embaraçosas e no máximo traumatizantes de antigos Carnavais. Nunca gostei. Gosto de explicar, porque quando falo que não gosto, hoje em dia, algumas criaturas maldosas palpitam que isso é por causa da minha "quilometragem". Qual o que! Aos 16 anos fui - arrastada e sob protesto - a um baile pré-carnavalesco de clube e posso afirmar que esse dia entra na minha lista de "Os 20 piores da minha vida!"

Se aos 16 anos o furor desmedido e artificial da galera já me irritava. Imagina agora! E o samba? Cruzes! Até samba de qualidade, aquela coisa assim Paulinho da Viola, já é algo que ouço com moderação. Sei que é bom. Respeito. Elogio a qualidade, mas não cuuuurto... Sempre fui mais rock'nd roll. Ou, tudo bem, uma MPB. Bossa Nova eu gosto muito. Mas samba... É, acho que sou mesmo "ruim da cabeça ou doente do pé", como dizia João Gilberto.

Agora, imaginem vocês, junta: pagode-lixão, axé-cruz-credo, funk-baixaria + biriteiro sem noção + confusão e empurra-empurra + som pra surdo-mudo escutar + o fato de você simplesmente não saber e nem querer saber sambar. Imaginaram? Essa sou eu em pleno Carnaval! :-)

Mas a coisa mais engraçada é que eu AMO, desde criança, me fantasiar. Acho lindo! Sempre sonhei com aqueles bailes a fantasia chiquérrimos que a gente só vê em filme. Então, nada mais justo que satisfazer meus desejos e comprar um kit-básico fantasia neste Carnaval.

Imaginei que estava me fantasiando de fada, mas o marido chamou de borboleta, então ficou borboleta mesmo... Ontem de noite eu fiz um charme e usei uma camisola-combinação preta com os adereços (asas e antenas). O povo pensou que era onda de momento... O marido achou "fofo". O filho ficou boquiaberto, perguntando se eu sabia a idade que tinha (por que será que adolescentes são tão desagradáveis e ficam nos lembrando de coisas desse tipo?) Não satisfeita, hoje de manhã, após o prazer de dormir cerca de 10 horas (meu corpo e minha alma estavam precisando disso), mal acordei e vesti um short e uma camiseta cor-de-rosa e completei com as asas e antenas. Virei borboleta de novo!

Escrevi o Arcano do Dia vestida de borboleta, tomei café vestida de borboleta e pretendo assim ficar enquanto puder. Como só vou trabalhar na oooooutra semana, corre o risco de passar um bom tempo assim, borboleteando pela casa. E isso está me fazendo um bem impressionante! Nem sei porque. Mas já que está bom, vamos deixar assim... ;-)

Sunday, February 15, 2009

O que trago aqui, comigo... que nem sei...


O que trago aqui comigo que nem eu sei?
Passeio meus olhos por tudo e todos
E continuo profundamente só
O que trago dentro de mim, que nem imagino?
São sonhos, são existências outras ainda presentes.

O que existe em meu olhar que parece tão desconhecido?
"Olhar de abismo", já me disseram...
Olhar curioso, buscador e inquieto...
Olhar que traz a ânsia da renovação abraçada com o silêncio da antiguidade.
O que há em mim que nem eu sei?

Friday, January 30, 2009

Será pleno...


Amanhã (Guilherme Arantes)


Amanhã!Será um lindo dia

Da mais louca alegria

Que se possa imaginar

Amanhã!

Redobrada a força

Prá cima que não cessa

Há de vingar

Amanhã!

Mais nenhum mistério

Acima do ilusório

O astro rei vai brilhar

Amanhã!

A luminosidade

Alheia a qualquer vontade

Há de imperar!

Há de imperar!

Amanhã!

Está toda a esperança

Por menor que pareça

Existe e é prá vicejar

Amanhã!

Apesar de hoje

Será a estrada que surge

Prá se trilhar

Amanhã!

Mesmo que uns não queiram

Será de outros que esperam

Ver o dia raiar

Amanhã!

Ódios aplacados

Temores abrandados

Será pleno!

Será pleno!


Thursday, January 29, 2009

Invejosa


Tenho inveja dos loucos
Quando chegam ao seu limite
Simplesmente enlouquecem.

Quando chego ao meu limite
Simplesmente volto uns passos
E finjo, para mim mesma,
Que nunca estive lá.