Fui eu que fiz!!!!!!!! :-))))Olha, é mesmo terapêutico! Muito bom ir colorindo, colorindo... Eu gostava tanto de fazer isso quando era criança... Pintar aqueles livrinhos para colorir. Delícia!
Um dia a gente percebe que deixou de fazer aquilo que realmente importa. Os anos passam e coisas sem importância ganham destaque na vida. Ocupamos nossos pensamentos e nosso precioso tempo com fatos insignificantes. Então, vem a aterrorizante pergunta: o que eu quero da minha vida? Bem, eu ainda não descobri tudo que quero, mas se eu quero fazer o que gosto e sei fazer bem, é bom começar com dois itens: palavras escritas e cartas de tarot. O resto se constrói com o tempo.

Tudo bem... Podemos transformar todos os dias em Dia dos Namorados... Mas uma sexta-feira, de recesso, em casa, com friozinho e maridinho fofo por perto, a gente tem que caprichar, né? :-))))Tenho pensado muito sobre a linha do tempo e a sua relatividade... Junto com isso vieram memórias dolorosas e surpreendentemente escondidas depois de tanto tempo. Creio que só acessamos o que damos conta ou na época em que damos conta. De qualquer forma, fui eu que pedi a cura e ela vem como deve ser e não ao gosto do freguês.
Quando estamos em processo de cura sempre nos deparamos com o passado e o futuro. Ao perceber o que veio antes, nos questionamos se estamos perpetuando os erros mais do que renovando os acertos. Ao olhar para os filhos devemos nos perguntar o quanto fomos sinceros com eles em relação ao nosso amor, se fomos capazes de deixar isso claro ou se estávamos apenas preocupados
Gostaria de dizer aos que vieram antes de mim que sempre há tempo de pedir desculpas, em especial quando se acreditava estar fazendo o melhor. E digo ao que veio depois e através de mim: desculpe! Eu realmente sinto muito por qualquer coisa que tenha feito, pois tudo que sempre quis foi a sua felicidade.
Gostaria de dizer àquele que veio depois de mim que é sempre bom ser grato... Provavelmente, as pessoas que parecem mais incríveis são aquelas com as quais você nunca poderá contar de verdade e as que te parecem tão cruéis, estarão sempre do seu lado e te apoiando. E digo aos que me trouxeram ao mundo: sou profundamente grata por tudo que fizeram por mim, até mesmo aquilo que nunca consegui compreender, mesmo depois de tantos anos.
Sempre haverá muito que pedir desculpas aos filhos e muito haverá de agradecer aos pais. O amor nunca teve manual de instruções e a incrível diversidade do ser humano é um tipo de maldição da Torre de Babel, onde cada um fala a sua linguagem e a tradução é dificultada pela bagagem de dores que todos trazem às costas. É preciso haver generosidade. É preciso haver compaixão. E ainda assim lidar com suas próprias feridas sem deixar de amar quem as causou.
Gostaria de dizer, ainda, que devo a mim mesma mais amor e generosidade. E não consigo imaginar hoje maior forma de amar os que vieram antes e os que vieram depois do que amando a mim mesma. Pois somente aceitando a mim mesma poderei aceitá-los também. Somente curando a mim mesma poderei curar minha relação com eles e meu amor por eles.
E, finalmente, mas não menos importante, gostaria de dizer àquele que me acompanha na estrada que cada dificuldade que surge no caminho parece menos assustadora pelo simples fato de sentir que não caminho mais sozinha. Não há solidão na jornada e ainda assim há liberdade. E ainda haverá amor e sempre mais amor. Porque não há como esquecer o olhar de aceitação plena que recebi ao te encontrar. Não ser julgada foi um alívio que nem sabia existir nesta vida! Parece estranho que alguém nos dê permissão para sermos simplesmente o que somos... Mas assim foi... E comecei um longo trajeto de descobrir quem eu sou realmente. Finalmente! Depois de tanto tempo tentando ser tantas coisas.
Aos que vieram antes de mim, ao que veio depois de mim e ao que caminha ao meu lado há somente uma canção a ser ouvida e ela é cantada no aqui e agora. É a canção que fala do amor que alimenta a Terra e cada um de nós. E não há palavra que possa explicá-la ou traduzi-la. E não há mente que consiga alcançá-la. É preciso simplesmente senti-la.
Eu te amo. Sinto muito. Sou grata.

Era uma vez no México um índio, camponês sem terra, pastor sem ovelhas... o que fazia dele um peão.
Assim eu sou...
