Sunday, August 07, 2011

Alimentos para o novo tempo - Teia Ambiental

Há algum tempo que não consigo mais fazer compras de supermercado como fazia antigamente. Primeiro, o que definia o que eu comprava era somente o paladar. Logo, eu comecei a me preocupar com uma alimentação saudável e a evitar excesso de açúcar, farinhas brancas e enlatados. A carne eu já não comia, então não tinha que me preocupar nem com os DDTs da carne de boi, nem com os hormônios do frango... Com o passar do tempo tanto a minha escolha ficou mais rígida quanto os problemas aumentaram.

Se pararmos para pensar seriamente no que estamos levando à mesa, a primeira conclusão é que viver de luz será a única opção 100% segura...rs Depois, mais comedidamente, vamos pensar em plantar em nosso quintal o nosso alimento. Aqui em casa, todas as verduras já vem do quintal. Além delas, já estamos colhendo abobrinhas e em breve colheremos pepinos, tomates e beterrabas. Mas e o resto?

A verdade é que manter uma alimentação realmente saudável, hoje em dia, é muito mais questão de encontrar bons fornecedores do que de decisão, livre-arbítrio. Vegetarianos? Veganos? Comida viva? Mas de que adianta tudo isso se legumes, frutas e verduras têm agrotóxicos? Trocar a carne pela soja? Qual? Aquela transgênica? Ah, existem boas opções em latinhas? Já leram atentamente a quantidade de conservantes químicos existentes em cada latinha?

Há algum tempo que radicalizei em relação a algumas questões de alimentação aqui em casa. Aboli de vez proteína de soja (nunca fiz em grande quantidade) e o tofu. Só ficaram o missô e o shoyo e mesmo assim só da marca Daimaru, porque é o único que não tem glutamato e outras porcarias. Açúcar, só entra demerara e mascavo, para serem usados com parcimônia. Nunca mais frequentaram a despensa os biscoitinhos doces e outras coisinhas açucaradas... Ao invés disso, quando a vontade de guloseimas é grande faço bolos, tortas e afins, reduzindo o uso da farinha de trigo branca a quase zero, dando preferência à integral, à aveia, à farinha de milho e outras. O leite também foi expulso e substituído pelo leite de arroz ou de aveia. Os ovos de granja idem... agora só ovo caipira! E usado mais no preparo de alimentos ao invés de omeletes (apesar do que eu e o sócio adoramos...rs) Arroz só integral e tanto com ele quanto com os feijões o cuidado de deixar de molho por 12 horas para eliminar os fitatos. Ai, caramba! Como dá trabalho se alimentar bem! :-)

Mas a pergunta continua: a minha alimentação é, realmente, saudável?

Bem, posso ter verduras no quintal, posso comprar alguns legumes e frutas na feirinha de orgânicos. Mas e os outros que compramos na quitanda, pois não têm na feirinha? E o arroz integral, os feijões... Não sei... Cada dia ouço mais coisas aterradoras sobre os alimentos que ingerimos. E penso que, se por um lado é bom cuidar da alimentação, por outro, se ficarmos paranóicos, a energia que gastamos com isso será bem maior do que a necessária para nos desintoxicar.

Se antigamente tudo se resumia a: vou comer carne ou não? Vou comer ovo ou não? Vou comer doce ou não? Agora, temos que ficar atentos para saber de onde vêm os ingredientes mais - teoricamente - saudáveis. Mas que coisa! Cozinhar se tornou uma arte de guerra e não de uma atividade inofensiva familiar.

Me pergunto todos os dias o que passa pela cabeça dos governantes que permitem a expansão de transgênicos. Deixa eu explicar porque pode ser que ainda não tenham entendido: não existirá mais semente! Daqui a um tempo, haverá o monopólio de sementes nas mãos de algumas indústrias. Gente, mais uma vez lembrando: semente = comida. Tirando o fato de que certamente teremos contrabandistas de sementes e que eu já pretendo guardar algumas aqui, tudo isso é muito triste!

Um mundo em que se permite monopolizar sementes não pode ser o mesmo mundo em que governos se dizem preocupados com a questão ambiental. Mas que balela! Sinceramente, tirando uns poucos grupos realmente bem intencionados, o que eu vejo hoje em dia é muita gente se beneficiando do "boom" do mercado ecológico. Ou, como ouvi outro dia em uma entrevista, em um documentário norte-americano, a única preocupação verde é com as "verdinhas", ou seja, os dólares.

Mas minha mensagem aqui não é pessimista. Acho que a solução virá e de uma forma que menos se espera. O despertar de vários seres por todo o planeta está acontecendo. Assim como o centésimo macaco influenciou o comportamento dos outros tantos, acredito que quando atingirmos uma determinada quantidade de pessoas despertas para as transformações planetárias, por ressonância mórfica a mudança se multiplicará.

Até lá, vamos plantando em cada cantinho de terra disponível, no quintal ou em jardineiras na varanda, vamos frequentando as feiras de orgânicos e vamos utilizando alguns métodos que os novos tempos nos oferecem para descontaminar a nossa comida: fazer Reiki sobre os alimentos; deixá-los de molho dentro de água com óleo essencial de Tea Tree (uma gota por litro de água); deixar os alimentos sobre o diagrama de descontaminação do sistema Sanjeevinis durante pelo menos 20 segundos enquanto se faz uma oração; deixar a água exposta ao sol.

PS: Não posso deixar de exibir pelo menos dois dos meus canteiros, o de couve e o de rúcula :-)

8 comments:

Flora Maria said...

Muito bom, Cláudia !!!
E sua horta está me deixando com um feio sentimento de inveja...

Eu e o Gil falamos a mesma coisa sobre não ficar paranóico.
A verdade é que: se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come !
Mas tudo tem solução.

Vou colocar seu link na minha postagem.
A do Gil - está postando agora - também é ótima e a minha é assustadora !
Na sua faltou aquele símbolo que usamos - não é obrigatório, mas fica bonito.

Beijo

Orvalho do Céu said...

Olá, querida
Que delicia os seus canteiros, menina!!!
É vc comenta justamente o que penso: estamos num beco sem saída... se corremos o bicho pega... se ficarmos o bicho come...
Que árdua tarefa a de viver consciente e contribuir pro mundo melhor que tanto sonhamos!!!
Bjs de paz e ecológicos

Aliks said...

... nossa você está a mil milhas à minha frente ... mas, eu chego lá ... tô nova ainda, eu aprendo !!!!
Bju e bom domingo ...

Denise said...

Vc deve se sentir muito feliz por ter um espaço para plantar. Infelizmente nem todo mundo pode fazer isso. Eu, muitas vezes dependo de comer em restaurantes, pois as vezes não dá tempo de cozinhar. Na minha cidade não tem restaurantes q utilizam produtos sem agrotóxicos. Assim, infelizmente, não posso me preocupar com minha saúde nesse nível. Mas acredito q chegará o dia em que a consciência virá antes da ganância. Muita paz!

Zininha said...

QUE DELÍCIA DE HOSTALIÇAS AMIGA...

ADORO TUDO ISSO DE HORTA CASEIRA...

JÁ TIVE MINHA HORTINHA...ERA VERDE...LINDA...

MAS, A CIDADE GRANDE A ENGOLIU...SAUDADE DELA...

SUAS DÚVIDAS SÃO MINHA TAMBÉM...

BEIJOS.

RUTE said...

Oi Cacau,
adorei o seu post e me identifiquei muito com ele.
Estou nesse ponto em que quase não toco em soja texturizada. Seitan sempre comi apenas 1 vez por mês ou bimensal, pois desconfio do gluten. Tofú biológico é que ainda continua recebendo minha preferência. Mas para chegar a este ponto é preciso um longo caminho e conhecimento de como combinar os alimentos para não gerar carências.

O último paragrafo trouxe-me novidades. Desconhecia o Reiki nos alimentos e tudo o resto que vc mencionou. Mas que faz muito sentido. Acredito que a energia pessoal com que confeccionamos as refeições para a familia tem influência.
Uma dona de casa e mãe de familia tem nas mãos uma grande responsabilidade!!
Beijinhos,
Rute

Elaine Figueira said...

Adorei sua postagem. Realmente, o que estamos comendo? Até que ponto estamos seguros no que compramos, cozinhamos, oferecemos aos nossos familiares. Mas tudo isso tem que ser bem conversado. Até a exaustão, até desvendarmos o que é melhor para todos! E sua horta, amei. Linda e saudável, parece ser tratada com muito carinho.

Abraços,

Elaine

Cacau Gonçalves said...

Olá, amigas! :-)

Obrigada pelos recados carinhosos!

Sim, cuidar da alimentação dá trabalho. Mas acho que vale a pena irmos fazendo o que está ao nosso alcance. Afinal de contas, estamos falando da nossa saúde, da nossa vida.

Tb entendo que isso não é um fato isolado, mas está profundamente ligado a todo um caminho de vida, nossas opções, nossas prioridades e, principalmente, nossa coragem de tornar nossos desejos realidade.

É fácil? Não... Eu que o diga! O tanto que penei, em termos profissionais, desde que saí do Rio em 1993... Certamente, se tivesse ficado por lá estaria em um alto cargo em algum jornal ou revista, já teria uma casa própria, um bom carro. Só não sei se ainda teria sanidade mental...rs

Por outro lado, o quanto que ganhei em aprendizado e qualidade de vida? Às vezes, fico pensando se faria tudo do mesmo jeito (pensamento besta, porque não podemos voltar no tempo...rs) Creio que mudaria várias coisas... Mas outras não... E dentre essas, não continuaria morando no Rio.

Já estou animadinha para ampliar os canteiros de ervas medicinais. Meu sonho é criar um míni-laboratório fitoterápico! :-)

beijos